DEFINIÇÃO DE ESPORTE OU PROVA

PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO

POR: NINO SEVERIANO

INTRODUÇÃO

Surgimento ↔ Aplicação ↔ Evolução.

CONCEITUAÇÃO

Um dos Princípios Gerais do Treinamento Desportivo

Periodizar – Dividir em períodos, expor em tempos (Aurélio)

Divisão temporal e estrutural do processo de treinamento (Matveiev, 1981)

OBJETIVOS:

Preparar o atleta para:

Conseguir os melhores resultados.

As principais competições do ano.

Atingir sua melhor forma na competição mais importante.

AS FASES DO DESENVOLVIMENTO DA FORMA DESPORTIVA COMO BASE NATURAL DA PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO

Forma desportiva: Estado de pré-disposição ótima (a melhor) para a obtenção de elevados resultados desportivos, devido a uma correspondente preparação em cada novo escalão do aperfeiçoamento desportivo (Matveiev, 1981). É alcançada fisicamente e não é mantida no mesmo nível, no entanto, de ano para ano, os níveis alcançados podem ser melhorados.

FASES DE AQUISIÇÃO:

Compreende a formação e desenvolvimento das premissas da forma desportiva e sua consecução imediata.

Elevação do nível geral das possibilidades funcionais do organismo, desenvolvimento múltiplo das qualidades físicas e volitivas do desportista, formação dos hábitos e destrezas motoras (novos elementos da técnica e da tática).

Na Segunda metade: Elevação do nível de treinamento especial, desenvolvimento das qualidades de caráter específico, incremento do aperfeiçoamento da técnica e tática correspondentes.

MANUTENÇÃO (Estabilização relativa):

Caracteriza-se pela manutenção das condições ótimas > bons resultados.

Reduz-se o grau das reestruturações biológicas, porém ainda transcorre o aperfeiçoamento posterior > Resultados desportivos.

PERDA TEMPORÁRIA DA FORMA DESPORTIVA:

Caracteriza-se pela redução da readaptação de diversos aspectos do nível de treinamento, > Incremento de certos momentos de assimilação dos processos metabólicos plásticos.

PERÍODOS DO PROCESSO DE TREINAMENTO

Forma Desportiva (fases): influências do treinamento, cujo caráter varia com a fase de desenvolvimento da forma > PERÍODOS.

Fase da Forma Desportiva: Relativas ao processo biológico.

Períodos do Treinamento: Relativo a um processo pedagógico.

Assim: Os períodos são intervalos sucessivos de desenvolvimento da forma desportiva.

PERÍODO DE PREPARAÇÃO

Cria as premissas e condições para a aquisição da forma desportiva.

Objetiva: Preparação básica. O desenvolvimento da performance de competição (forma desportiva).

PERÍODO DE COMPETIÇÃO

Assegura a manutenção da forma desportiva e se aplica na obtenção de êxitos desportivos.

Objetiva: Apuramento da forma mediante a participação em competições, alcançando a melhor performance possível.

PERÍODO DE TRANSIÇÃO

Surge em função da necessidade de descanso ativo, evita o strain e garante a sucessão dos escalões do aperfeiçoamento desportivo (repouso ativo).

Objetiva: A prevenção para o sobretreinamento, a regeneração física e psíquica e a manutenção em parte do estado de treinamento.

CONTEÚDO E ESTRUTURA DO TREINAMENTO > PERÍODO DO TREINAMENTO

FASES DA FORMA DESPORTIVA

PERIODIZAÇÃO E CICLO

Periodização simples ou anual.

Periodização dupla ou semestral.

Dependência: Idade, nível do atleta, modalidade e situação específica.

DURAÇÃO DOS PERÍODOS

Orientação (Desportistas qualificados)

Preparatório > 3,5 / 4 até 5 / 7 meses.

Competição > 1,5 / 2 até 4 / 5 meses.

Transição > 3 / 4 semanas até 6 semanas.

FATORES RELATIVOS AO DIRECIONAMENTO DO TREINAMENTO

TIPOS DE EXERCÍCIOS

Gerais: Carga Global > musculatura e organismo.

Especiais: Características e capacidades típicas da modalidade.

Competição: Aceleração no processo de adaptação física e psíquica. Forma complexa de treinamento.

RELAÇÃO VOLUME X INTENSIDADE DE TREINAMENTO (IT)

Em cada período > significado especial.

Em geral > IT deve aumentar gradativamente até o início do período de competição e manter-se alta, e o volume aumentam até aproximadamente até a metade do período preparatório e depois tente diminuir.

ESTRUTURA CÍCLICA DO TREINAMENTO

MEGACICLO, MACROCICLO, MESOCICLO, MICROCICLO.

MEGACICLO

Envolve toda a vida do atleta; dura de 8 – 10 anos adiante. Está constituído por um conjunto de macrociclos; denomina-se de base; de máxima possibilidade e de lastro desportivo (longevidade desportiva).

MACROCICLO

Busca a obtenção da Forma Desportiva. Está constituído por um conjunto de Mesociclos. É a grande onda do treinamento, caracterizada pela tendência geral das ondas médias nos períodos de treinamento. Sua duração pode ser de 4 à 6 meses, até 1 à 2 anos. Ciclo trimestral, semestral ou anual de treinamento.

MESOCICLO

São etapas relativamente definidas do processo de treinamento. Sua duração varia entre 3 a 6 semanas. Está constituído pela união de vários Microciclos. Composto normalmente de 4 microciclos, sendo que um deles mais intenso que os outros três. Assim, o primeiro microciclos tem cargas leves, no segundo a carga aumenta e no terceiro alcança seu máximo. No quarto há uma diminuição da carga para o nível do segundo. Com esta carga inicia-se outro ciclo. A utilização dos Mesociclos pode ser das seguintes formas:

ENTRADAS

Utilizado ao iniciar-se processos de esportes de grandes ciclos.

BÁSICOS

Tipo principal do Período de Preparação. Podem ser de Preparação Geral e/ou Especial. São estruturados por meio dos Mesociclos.

BÁSICO DE DESENVOLVIMENTO

Caracterizam-se por um aumento da carga do Esporte. Busca-se o aumento das capacidades funcionais dos sistemas principais; a preparação da técnica e a preparação mental. Alternam-se com os estabilizadores, a seguir.

BÁSICOS ESTABILIZADORES

Caracterizados pela interrupção temporal do aumento da carga, para permitir a adaptação às exigências do Esporte.

DE CONTROLE

Representam uma etapa de transição entre os Mesociclos Básicos e Competitivos. Servem para descobrir deficiências técnicas e táticas.

PRÉ-COMPETITIVO

Utilizados para colocar em ponto o atleta. São próximos a uma competição principal. Caracterizados por trabalhos de preparação específica simulando ao atleta a situação de competição.

COMPETITIVOS

Coincidem com as competições fundamentais. Respeitam horas e situações diretas de competições.

DE RESTABELECIMENTO OU MANUTENÇÃO

São de carga suave. Utilizados em períodos de competições longas. São denominados de intermédios. Utilizados também na transição de um ciclo a outro.

PREPARATÓRIOS DE RESTABELECIMENTO

São similares aos Básicos, mas com muitos Microciclos de restabelecimento.

CARACTERÍSTICAS:

Desenvolvimento conjunto do volume e intensidade do esforço

Relação carga repouso é balanceada em termos semanais – A semana de alta carga sucede semana com menos carga > De forma a permitir relativa alta carga durante longo tempo e relativa baixa carga durante curto tempo.

MICROCICLO

É um grupo de unidades de treinamento organizado de tal forma que o ótimo valor de treinamento pode ser obtido em cada unidade. Barbante, 1978.

É um conjunto de atividades e constituem a unidade do treinamento. São as ondas pequenas do treinamento. Dura em geral de uma semana (2 a 7 dias – 1 semana ), com solicitações variadas em termos de Qualidade de Treinamento, variando também a estrutura de esforço

(intensidade e volume) no seu curso. Os Microciclos subdividem-se das seguintes formas:

GRADUAIS OU CORRENTES

Preparam o organismo para responder aos trabalhos de treinamento. Tem um baixo nível de incitação. Caracterizam-se por um volume considerável e o nível limitado de intensidade (Quantidade de trabalho). É utilizado no período preparatório, principalmente no Geral e também em alguns, no Especial.

DE CHOQUE

Caracterizam-se por um grande volume global de trabalho e um elevado nível de incitação. Tem como finalidade estimular os processos de adaptação do organismo. Caracterizado pelo aumento de intensidade. Utilizado no Período Preparatório Especial.

DE ACERCAMENTO OU DE APROXIMAÇÃO

Utilizado na preparação do atleta com relação às situações e condições de competição. Modelam regimes e programas de competição. Seu conteúdo é variado, e estão relacionados às etapas de preparação do atleta.

DE RECUPERAÇÃO OU DE RESTABELECIMENTO

Utilizado ao final de uma série de Microciclos de Choque ou ao final do período de competição. São destinados a assegurar o desenvolvimento ótimo dos processos de recuperação. Exercem um grau débil/baixo de incitação (descanso ativo).

DE COMPETIÇÃO

Conformam-se de acordo ao programa de futuras competições, tendo em conta o número de partidas/torneios, e a duração dos intervalos que os separam. Buscam-se atuações regulamentares, em dias, horas, da própria competição. Tem-se em conta o Tapering off (diminuição global) da carga de treinamento.

FUNDAMENTA-SE NA RELAÇÃO ESFORÇO (CARGA) E RECUPERAÇÃO.

Sua construção é influenciada:

Pela particularidade da modalidade esportiva (necessidades).

Pela etapa do processo de treinamento em longo prazo > Qualificação do atleta: Período da periodização.

Pelo objetivo específico do treinamento.

Pela capacidade individual de recuperação > Estado de treinamento e

Pelas condições para o treinamento.

NORMAS BÁSICAS PARA COMPOSIÇÃO DOS MICROCICLOS

As cargas devem ser estabelecidas de modo a permitir o processo de recuperação do atleta, independentemente do número de sessões de treinamento. Os conteúdos estabelecidos devem ser estabelecidos sem que haja monotonia, ou seja, saturação psíquica.

Ordenar os objetivos e conteúdos das sessões de treinamento de modo que as exigências de coordenação, velocidade, força rápida e máxima ocorram quando a capacidade de rendimento se encontre em um ponto alto. Colocar o treino forte no meio e no fim da semana > evitar que o atleta comece a semana com um cansaço acumulado.

ESTRUTURA DO CICLO ANUAL DE TREINAMENTO

Datas das competições fundamentais e secundárias (calendários de torneios e datas dos eventos). Data de iniciação e finalização de cada período. Data dos controles médicos e provas de eficiência física e técnica (testes de laboratório e de campo).

Meios de controles (testes) e normas a aplicar.

Estrutura do ciclo de preparação (número e tipos de etapas por períodos – Mesociclos).

Distribuição das cargas de treinamento em cada período e etapas.

Freqüência de treinamento por semana, por meses, etc.

Número de sessões de treinamento, semanais, para cada capacidade (ondas pequenas – Microciclos).

Acentos diários, semanais, mensais, etc. (planos operativos).

Conteúdos da preparação (seleção dos meios, métodos e sistemas de treinamentos a utilizar por períodos, etapas, etc.).

Outros (aspectos da vida do atleta – estudo, trabalho, etc.).

UNIDADE DE TREINAMENTO

É a menor fração do Processo de Treinamento. A estrutura da Unidade de Treinamento depende de:

Objetivos e conteúdo da sessão.

Utilização das fontes energéticas.

Especificidade das diferentes modalidades esportivas.

Na primeira parte são utilizados os exercícios que necessitam para a sua execução de uma recuperação completa e estado psicofísico repousado. Ex. coordenação, velocidade, força explosão e força máxima.

Na segunda parte são utilizados os exercícios que não necessitam para a sua execução de plena recuperação do organismo. Ex. exercícios de resistência, resistência de velocidade e de força. Na terceira etapa são aplicados os exercícios que podem ser executados em condições de estado psicofísico desgastado e sem a recuperação do organismo. Ex. resistência aeróbica.

COMBINAÇÕES MAIS FREQÜENTES:

VELOCIDADE + RESISTÊNCIA ANAERÓBICA

FORÇA MÁXIMA (Explosiva) + VELOCIDADE

RESISTÊNCIA ANAERÓBICA + RESISTÊNCIA AERÓBICA

FORÇA MÁXIMA (Explosiva) + RESISTÊNCIA DE FORÇA

TÉCNICA + OUTRAS QUALIDADES FÍSICAS

DEFINIÇÃO DE ESPORTE OU PROVA

Quando um jogo segue formas corretas de jogar e regra oficial é chamada de desporto (TEIXEIRA, 1995).

O desporto é alimentado pelo espírito de competição, onde o objetivo é a vitória justa e honesta, nas disputas cria situações onde os indivíduos são estimulados a se superar para conseguir o sucesso desejado.

As regras que o desporto obedece são as mesmas em todos os lugares e são determinadas por federações desportivas, e denominadas regras oficiais.

HISTÓRICO DA PREPARAÇÃO FÍSICA PARA O FUTEBOL DE CAMPO

  A preparação física no futebol é um dos fatores que mais evoluiu nas últimas décadas e continua evoluindo. O conhecimento do condicionamento físico para o futebol é de vital importância para o sucesso de uma equipe dentro de uma competição.

    Os primeiros indícios de treinamento físico no Brasil datam do início do século passado, por volta de 1904. As equipes paulistas tentaram substituir os treinamentos que reproduziam partidas, por outros tipos de treinamentos. O motivo inicial talvez tenha sido a dificuldade de se encontrarem atletas para realização desses treinos. O emprego de exercícios de condicionamento físico, como corridas de 100, 200, 400 e 800 metros, além de luta romana, ginástica alemã e halteres, passou a ser rotina entre as equipes. O importante a ser ressaltado era a preocupação com a força e não com a velocidade dos atletas (SANTOS NETO, 2000).

    Finalmente, a primeira atuação de um preparador físico ocorreu na Copa do Mundo de 1954, com a presença em algumas seleções de um elemento junto ao técnico, com a finalidade de dirigir as atividades físicas da equipe (BARROS, 1990).

  Na Seleção Brasileira, em 1958, a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) convidou um professor, ex-jogador de futebol que exercia a função de treinador em um clube do Rio de Janeiro, para auxiliar o técnico da Seleção. Foi, portanto, o primeiro preparador físico no Brasil. Com o resultado no mundial, surgiram os primeiros preparadores físicos nos clubes. Nessa época, havia o conceito de que o preparador físico deveria ser um homem forte, de hábitos rudes, e que deveria exigir o máximo dos jogadores em atividades estafantes, nas quais não se verificavam os aspectos científicos do treinamento físico. Imperava no Brasil a fase de preparadores físicos militares. Coronéis, majores, capitães, tenentes, sargentos ou até mesmo policiais civis proliferavam nos clubes. Essa fase durou por muitos anos e acarretou sérios problemas entre jogadores e militares (BARROS, 1990).

A importância de um profissional capacitado nos clubes é fundamental. O preparador físico deve estar presente em todas as categorias e não somente na categoria profissional, pois existem intensidades e cargas diferentes para cada faixa etária.

    Hoje o aspecto científico do treinamento físico está muito desenvolvido. Os profissionais se especializam cada vez mais utilizando computadores e os mais variados aparelhos eletrônicos possíveis, para determinar o nível de condicionamento e a evolução dos atletas. Portanto, percebe-se que a preparação física evoluiu de tal maneira que seria impensável a falta de um profissional especializado em treinamento físico integrando a comissão técnica de uma equipe.

Segundo TEIXEIRA, (1995), é um esporte coletivo, onde desenvolvem a personalidade, exige uma melhor preparação psicológica para aumentar a autoconfiança e a segurança necessária para um melhor desempenho individual. O atletismo é considerado o desporto de base suas modalidade englobam movimentos necessários a todos os desportos atléticos.

A CORRIDA:

Uma das formas mais primitivas de exercício surgido da necessidade dos homens primitivos de andar mais depressa para fugir de alguns perigos ou perseguir a caça.

CORRIDA DE FUNDO E MEIO FUNDO:

CLASSIFICAÇÃO DA PROVA:

Prova Atlética realizada dentro de uma pista; é classificada como prova cíclica.

SOLICITAÇÃO DOS SISTEMAS ENERGÉTICOS:

A pratica regular da corrida aumenta a capacidade respiratória, melhora a circulação sanguínea e aumenta a força muscular.

Na corrida ultiliza-se de resistência anaeróbica e aeróbica, com um predomínio na resistência aeróbia.

FATORES FÍSICOS PREDOMINANTES:

A corrida de pequenos percursos, o mais importante é a velocidade do atleta, não exige muita resistência, as de longos percursos exigem principalmente de resistência. Corrida de fundo e meio fundo refere-se: Velocidade de deslocamento; Coordenação; Ritmo; Resistência muscular localizada nos membros inferiores; Flexibilidade Descontração diferencial, Descontração total. (TUBINO, 1979).

TÉCNICA E TÁTICA:

Partida: Em que o Atleta procura ganhar impulsos para chegar mais rapidamente a sua melhor velocidade.

Percurso: Em que o atleta procura manter a velocidade.

Chegada: Em que o Atleta cruze a linha de chegada.

Nas provas de resistência os atletas saem de pé, Logo após a partida ao iniciar o percurso, o corredor aumenta gradativamente suas passadas atingindo o máximo de sua velocidade, o corredor então preocupa se em manter essa velocidade com amplos movimentos dos braços.

FATORES PSICOLOGICO:

A concentração é um preparo mental de fundamental importância para a prova de corrida, através da concentração o atleta fará com que os músculos trabalhem em conjunto com a mente e o sentidos realizando movimentos mais perfeitos.

O atleta deve concentrar se quando for realizar a prova, antes da realização de uma corrida ele deve visualizar-se correndo perfeitamente e chegando e primeiro lugar; com essas observações ele vai organizar os movimentos, adquirindo mais coordenação e isto lhe Dara segurança necessária para se aperfeiçoar constantemente. (TEIXEIRA, 1995).

QUALIDADES FÍSICAS:

BARANOV, (1972), identificou para corridas de meio de fundo as seguintes qualidades físicas especificas: resistência aeróbica; resistência anaeróbica; velocidade e força explosiva.

A fase de preparação física especifica exerce uma influência muito determinada, contribuindo para o desenvolvimento das funções vegetativas e motoras do atleta, com ênfase nas qualidades físicas específica da modalidade esportiva.

(TUBINO, 1979).

PRINCÍPIOS BÁSICOS DE TREINAMENTO PARA CORREDORES

Como preparar um corredor de meio-fundo? Primeiramente deve deixar bem claro, que na preparação de um corredor de meio-fundo é a parte aeróbica. Antes de lançar o atleta no treinamento específico para as provas de meio-fundo, trabalha por cerca de dois anos o seu lastro aeróbico, correr fácil para depois correr forte, esse é o lema. A base aeróbia visa também condicionar o corredor de meio-fundo para quando ele subir de prova, não sentir o efeito psicológico das distâncias mais longas.

Essa primeira fase consiste principalmente em trabalhos de endurance, longos e lentos onde procura trabalhar a parte psicológica do atleta, a paciência para se correr lento por muito tempo, corrigir a postura, trabalhos de força natural (montanha, areia, cross, circuitos).

Após esses dois anos basicamente aeróbicos, passa-se a segunda fase onde o atleta está pronto para o treinamento específico, que consiste em três fases: base, intermediário e de polimento, ou competitivo.

A primeira fase (base) que vai de Novembro a Março, consiste no trabalho de maratoniano, o mínimo de 140 a 180 km/semana.

Novembro – mês totalmente composto de corridas longas.
Dezembro – corridas longas intercaladas de sessões de fartlek.
Janeiro – longos, fartlek, cross e circuitos.
Fevereiro – corridas em montanha, dunas, fartlek e circuitos.
Março – transição da base para o treino intermediário, onde o atleta terá uma sessão por semana na pista do atletismo.

Segunda fase (intermediária) que compreende os meses de Abril e Maio. A quilometragem semanal dessa fase cai para cerca de 120 a 140km/semana.

Abril – duas sessões por semana na pista com repetições basicamente aeróbicas.
Maio – duas sessões por semana na pista de repetições, sendo uma
anaeróbica e outra aeróbica.

Terceira fase (competitiva) que vai dos meses de Junho a Setembro. A quilometragem semanal deverá ficar em torno de 100km/semana.

SESSÃO DE TREINO NA FASE COMPETITIVA PARA CORREDOR DE MEIO FUNDO, EXEMPLO DE UMA SEMANA:

Segunda-feira – manhã – 12km 80% do esforço.
Tarde – 40 minutos de grama.

Terça-feira – manhã – repetições totalmente lácticas.
Tarde – 40 minutos de grama.

Quarta-feira– manhã – 16km 50% do esforço.
Tarde – 40 minutos de grama.

Quinta-feira– manhã – repetições intermediárias entre aeróbicas e lácticas.
Tarde – 40 minutos de grama.

Sexta-feira– manhã – 8km 90% do esforço.
Tarde – 40 minutos de grama.

Sábado – manhã – repetições de ritmo (aeróbicas).

Domingo – manhã – 60 minutos de corrida de relaxamento na grama.

Observação: Entre as fases aplica-se uma semana de treino relax.

Depois da forma física ter sido atingida o atleta deve compreender que o treino duro foi completado, que só treino de manutenção e competições devem seguir-se até o final da temporada, com todos os esforços e concentração voltados para as competições. Muitos técnicos e atletas cometem o erro de continuar a treinar duramente depois de ter atingido a forma máxima. Os treinos do dia seguintes às competições devem ser trotes com fins de recuperação.

Preparação para corredores de fundo

Corredor de fundo, Nas corridas de longas distâncias a maior virtude é a paciência. Então a recomendação aos atletas é que não corra forte antes de poder correr fácil. O nome já diz corrida de resistência, então quanto mais quilometragem melhor.
Como foi abordado sobre treinamento de corredores de meio-fundo, o desenvolvimento completo de um corredor de fundo se baseia na mesma premissa, muitos e muitos anos de treinamento para se atingir o máximo do rendimento, nada mais que o óbvio.

A programação consiste em três fases, isto é:

1 – Período de base – Compreende 4 meses, sendo as 4 primeiras semanas basicamente de corridas longas em ritmo lento “endurance”, as 8 semanas seguintes da-se ênfase ao trabalho de força natural, ou seja, corridas em montanhas ou dunas de areia e cross-country, nas 4 semanas restantes passa-se ao treinamento variado que consiste de “Fartlek”, corridas longas e lentas e corridas curtas em ritmo forte a 85% de esforço. A quilometragem atribuída a essa fase do treinamento, deverá obedecer ao lastro dos anos de treinamento de cada atleta.
2 – Período de pré-competição – Compreende 3 meses, onde se introduz o “Interval-training” duas vezes por semana mesclado com trabalho de força, técnica e resistência.
3 – Período de competição– Treinamento de manutenção, não se descuidando das regras básicas para o corredor de fundo, ou seja, resistência, força e velocidade. Foi-se o tempo que para o fundista o primordial era só a resistência, hoje vemos corredores que competem em provas que vão dos 800 metros aos 10.000 metros com a mesma desenvoltura – exemplos clássicos: Said Aoita, campeão olímpico dos 5.000 metros (84) e medalha de bronze nos 800 metros (88).

REFERÊNCIAS:

BARBANTI, V.J. Teoria e Prática do Treinamento Desportivo. São Paulo. Editora USP, 1996.

BRACHT, V. Educação Física e Aprendizagem Social. Porto Alegre. Magister, 1992.

BARANOV, Errores EM El Entreinamiento de los Médio Fundistas Soviéticos Novidades em Atletismo, Centro de documentacion e informacion, Instituto Nacional de Educacion Física y Desportes, nº 1,21-26; Madri, 1972.

HEGEDUS, J de –Teoria General y Especial Del Entreinamiento Deportivo; Editorial Stadium,Buenos Aires, 1973.

LYDIARD, Arthur. Running to the top. Editora Meyer & Meyer Sport, 1995.

SILVA, E.A.V. Esportes e Atividades Físicas. Rio de Janeiro. Guavira, 1997.Silva, V. F. Avaliação Qualitativa em Educação Física. SPRINT. Rio de Janeiro, 1990.

TEIXEIRA, Hudson Ventura. Educação Física e Desporto; Editora Saraiva, 1º Ed. 1995.

TUBINO, Manoel José Gomes. Metodologia Científica do Treinamento Desportivo; Editora Lisa, 1º Ed. 1979.

TUBINO, M.G. Valências Físicas. Editora Brasiliense. Rio de Janeiro, 1990

TEXTOS BÁSICOS DA AVALIAÇÃO FÍSICA

Por: Nino Severiano

VALORES ANTROPOMÉTRICOS:

Para reduzir seu peso corporal é necessário:

– Praticar atividades cardiorespiratórias com baixa intensidade e duração prolongada (por volta de 30 a 45 minutos) e exercícios de resistência muscular localizada, que envolvam grandes grupos musculares.

– Reduzir ou substituir da dieta atual as frituras, doces, refrigerantes e gorduras de origem animal em excesso.

Para aumentar seu peso corporal é necessário:

– Praticar atividades de grande sobrecarga, como por exemplo a musculação. A musculação promove aumento da massa muscular e consequentemente o aumento do perímetro do segmento.

PERÍMETROS:

Correspondem aos perímetros máximos de um segmento corporal. A atividade praticada pode alterar estas medidas. A musculação, por exemplo, promove aumento da massa muscular e, consequentemente, o aumento do perímetro do segmento. Atividades cardiorrespiratórias, por sua vez, podem reduzir as medidas de determinados perímetros corporais, através de maior mobilização de gordura localizada.

CAPACIDADE CARDIORESPIRATÓRIA (Consumo de Oxigênio):

É a quantidade de oxigênio que um indivíduo consegue captar e metabolizar durante a atividade física. O consumo de oxigênio se comporta de maneira diferente quanto a idade, sexo e constituição corporal; pode diminuir por falta de atividade cardiorespiratórias, como também pode aumentar após um período de treinamento específico.

Através do calculo do VO2 previsto criamos um subsídio informativo sobre as condições em que se apresenta o avaliado. Obtendo assim parâmetros de melhora a ser alcançado. O déficit Aeróbio Funcional (FAI) atua como um indicador em termos de percentuais do quanto o avaliado está acima ou abaixo de se VO2 esperado, sendo mais fácil demonstrar ao avaliado o grau de sua condição física.

FLEXIBILIDADE:

Este teste permite avaliar a flexibilidade da musculatura posterior de tronco e pernas. Para obter uma melhor flexibilidade, é necessário realizar exercícios adequados. No entanto, alongamentos são necessários antes e depois de qualquer atividade física, agindo como preventivos de lesões ou dores provindas da atividade.

– FORÇA ABDOMINAL:

Visa avaliar a força e resistência dos músculos abdominais. A musculatura abdominal é responsável pela manutenção de nossa postura. Alterações no padrão de força e resistência da musculatura abdominal podem prejudicar a postura do indivíduo, facilitando o aparecimento de eventuais problemas posturais e dores associadas.

– FORÇA DE BRAÇOS:

Visa avaliar a parte superior do tronco e braços. É uma medida indireta de força e resistência de membros superiores e parâmetro de comparação entre diferentes etapas do seu programa de treinamento.

DINAMOMETRIA

Este teste tem como objetivo quantificar e avaliar a “força estática” de preensão manual do avaliado. A força é uma das qualidades físicas que está presente em todas as modalidades esportivas e, na maioria das vezes, o indivíduo que possui esta qualidade apurada pode ter uma grande vantagem em relação aos demais, aumentando assim a probabilidade de melhor resultado esportivo.

AGILIDADE

Todos sabem da importância da agilidade enquanto capacidade física, pois ela é solicitada nas simples tarefas do dia-a-dia e nas atividades esportivas que conhecemos, como natação, basquete, handebol, ginástica olímpica, judô, capoeira, entre outras. Podemos conceituar agilidade como uma variável de aptidão física geral (neuromotora), caracterizada pela capacidade de trocas rápidas de direção, sentido e deslocamento da altura do centro de gravidade de todo o corpo ou parte dele.

TESTE DE 40 SEGUNDOS

Teste utilizado para medir indiretamente a potência anaeróbia total ( lática + alática ) do indivíduo. Este sistema é caracterizado por atividades de curta duração ( até aproximadamente 40 segundos ).

O avaliado deve percorrer a maior distância possível em 40 segundos. O ponto de referência será o local que o último pé tocou o solo quando for anunciado o término do teste. A medida deve ser feita com uma trena ou, quando possível, por visualização direta. A precisão do teste será em metros, não utilizando-se os cm.

FLEXIBILIDADE COM FLEXÍMETRO

A Flexibilidade é uma capacidade física que pode ser relacionada à saúde e ao desempenho desportivo e descreve a Amplitude de Movimento que uma articulação pode realizar. A Avaliação da Flexibilidade é importante para o exame físico, o qual permite ao professor de Educação Física, ou profissional da saúde, avaliar o nível da capacidade física do avaliado, as disfunções musculares ou articulares, predisposições a patologia do movimento e os avanços no treinamento ou na recuperação funcional. O objetivo deste teste é analisar precisamente os resultados dos testes, a fim de se indicar os efeitos dos exercícios de alongamento em benefício da saúde, do desporto ou da doença. Conforme o resultado da avaliação, é possível que alguns grupos musculares precisem de maiores índices de alongamento.

OS ALIMENTOS PODEM SER DIVIDIDOS EM TRÊS GRANDES GRUPOS:

CONSTRUTORES:

Os construtores são fontes de proteínas, cálcio e ferro. Alguns exemplos de alimentos construtores são as carnes, o leite e seus derivados, os ovos e leguminosas secas (feijão, grão de bico, soja, ervilha e lentilha).

REGULADORES:

Os reguladores são fontes de sais minerais, vitaminas e fibras. Como exemplo tem as hortaliças (verduras e legumes) e as frutas.

ENERGÉTICOS:

Os energéticos são fontes de carboidratos e gorduras. Citamos como exemplo os cereais, os feculentos (raízes de mandioca, cará, inhame, batata, etc.), os açúcares, o mel, as gorduras animais (manteiga, banha, toucinho) e as gorduras vegetais (óleo, margarina, banha vegetal.

 


Fonte: Physical Test Academic, Terra azul informática ltda.

A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO FÍSICA

 

A QUALIDADE FAZ A DIFERENÇA

Atualmente, há uma grande procura pela prática de atividades físicas. Porém, a falta de orientação especializada e adequada aos objetivos e limitações de cada pessoa acaba por conduzi-las à prática de exercícios sem nenhum tipo de avaliação, pondo em risco a sua saúde, principalmente, àqueles que apresentam fatores de risco cardiovasculares. Isso faz da avaliação física um componente indispensável para a elaboração de um correto e eficiente programa de exercícios físicos.

Na avaliação física analisamos muitas variáveis: antropométricas; composição corporal; análise postural; avaliações metabólicas e neuromusculares; avaliações nutricionais, psicológica e social.  

Associando a identificação de parâmetros pessoais de cada um com todas essas variáveis conseguimos descobrir uma ou mais atividades prazerosas para que o indivíduo com elas se identifique, e alcance os objetivos pretendidos sem ser contrariado. Quando uma pessoa não se identifica com algum aspecto de uma atividade física é natural que a abandone.

É difícil alguém continuar por muito tempo algo que não lhe dê prazer. Por isso a necessidade de uma avaliação física, envolvendo todas as variáveis biopsicossociais para que a maioria das pessoas não desista antes de desenvolver o hábito de praticar algum tipo de exercício físico, adquirindo assim seu verdadeiro seguro saúde.   

Uma avaliação física utiliza critérios e protocolos bem selecionados, fornecendo dados quantitativos e qualitativos que indique, através de análises e comparações, a real situação em que se encontra o avaliado.

Não é possível montar um programa de atividade física (ficha) através do “achismo”, ou boa pra mim, bom pra você. Só é possível fazer um programa de exercícios com qualidade e segurança com uma avaliação física em que se utilize metodologia, protocolos e critérios de avaliação adequados.  Além disso, as avaliações físicas devem ser periódicas e sucessivas (Reavaliação), permitindo uma comparação para que possamos acompanhar o progresso do avaliado com precisão, sabendo se houve evolução positiva ou negativa. Dessa forma, é possível reciclar o programa de treinamento e estabelecer novas metas, a qualidade de sua saúde depende de você.

Por Nino Severiano, Adaptado Profa. Daisy Pinheiro.

“Tudo posso naquele que me fortalece”

FELICIDADES A TODOS

FELIZ NATAL A TODOS, QUE O SENHOR JESUS ILUMINE SEUS PLANOS E QUE NO ANO NOVO TODOS POSSAM SE REALIZAR, COM SAÚDE E PAZ.

JOGOS OLÍMPICOS DE 2016

imagem1

fonte: CONFEF: Anúncio publicado pelo CONFEF na Edição Nº 2133 da Revista Veja, do dia 07 de outubro de 2009.

1ª COPA “BUIÃO” DE FUTEBOL DE CAMPO

 

CATEGORIAS: 94, 95, 96, 97 e 98

OBJETIVOS:

· Homenagear o João Bosco dos Santos “Buião”, ex-atleta de futebol Profissional do Clube Atlético Mineiro, Corinthians, Flamengo, Vasco da Gama, Atlético Paranaense e outros, hoje Empresário bem sucedido no ramo transporte coletivo, um colaborador e incentivador do esporte principalmente do futebol de base;

· Oportunizar aos garotos a competição de forma respeitosa, harmoniosa de maneira a contribuir na formação do caráter e cidadania.

PERÍODO DE REALIZAÇÃO:

17/10/2009 a 14/11/2009

LOCAL:

Os Jogos Serão Realizados nos Estádios do Vespasiano Esporte Clube, e do Lagoa Santa Esporte Clube

EQUIPES PARTICIPANTES:

Cfals (Centro de Formação de Atletas Lagoa Santa)

Bola e Cia ( Escolinha de Futebol do América Futebol Clube)

VP Vespasiano (Escola de Futebol Vandinho e Palinha)

Nacional Futebol Clube de Santa Luzia

ORGANIZAÇÃO E COORDENAÇÃO:

Ernani Carolino 31- 9897 7999

Nino Severiano 31 – 9915 2678

http://www.ninoseveriano.spaces.live.com

PATROCINADOR:

BUIÃO

PRÊMIO VICTOR CIVITA Educador nota 10

Ademir Testa Junior

Educação Física | Bocaina, SP

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Por Bianca Bibiano(bianca.bibiano@abril.com.br)

Acreditar no potencial dos alunos foi um dos aspectos que ajudou o professor Ademir Testa Junior a planejar aulas para as turmas do Ensino Fundamental II na EE Capitão Henrique Montenegro, única escola estadual da cidade de Bocaina, a 248 quilômetros de São Paulo. Ali, um problema – nada raro, por sinal – perdurava há anos: as aulas de Educação Física se resumiam à prática de futebol ou vôlei, e muitos alunos preferiam ficar de canto.

Disposto a mudar essa realidade, Ademir propôs situações para que os estudantes se vissem como protagonistas, adquirissem novos conhecimentos e se sentissem motivados a participar das atividades. Esse foi o eixo do projeto Movimento, Saúde e Qualidade de Vida (conheça os dez encaminhamentos didáticos que fazem todo projeto dar certo).

Ao saber das ideias de Ademir, a turma se surpreendeu. Pela primeira vez, aulas aconteceriam na sala, espaço ideal para debates sobre conteúdos do projeto como alimentação saudável, alongamento e uso de anabolizantes. Divididos em grupos, os alunos aprenderam a pesquisar sobre Educação Física na internet e na biblioteca da escola. “Nesse momento eu auxiliei bastante, porque percebi que era a primeira vez que eles pesquisavam para essa disciplina. Foi preciso buscar fontes seguras e recorrer aos livros de Biologia para entender certos temas”, conta Ademir.

O resultado foi excelente. Os grupos apresentaram seminários – ilustrados por arquivos de Power Point – para aprofundar temas específicos como a relação dos exercícios físicos com a qualidade de vida. “A cada momento surgia uma dúvida nova, que direcionava outras investigações. Eles perceberam que o resultado foi muito bom e não pararam por aí”, comenta Ademir. Enquanto os grupos pesquisavam, ele planejava as aulas práticas. “Era o momento para vivenciar o que tinham estudado, porque cada aula tinha relação com um conteúdo de um seminário. O importante era que eles entendessem o objetivo da aula, sem pensar que Educação Física é aula livre”.

No final do projeto, o conhecimento adquirido foi oferecido à comunidade em um espaço montado numa praça perto da escola. Ali, era possível tirar medidas, pesar-se, calcular o índice de massa corpórea e definir as condições de alongamento. “Foi ótimo! Eles puderam dar dicas sobre o que tinham aprendido. Depois, tive que dedicar algumas aulas para conversar sobre essa ação, pois todos tinham uma história para contar”.

Passado um ano de projeto, alguns alunos montaram um grupo de pesquisa, que se reúne no contraturno e se dedica a aprofundar os conhecimentos em Educação Física. “Eles apresentaram trabalhos até para universitários”, orgulha-se Ademir.

Com 25 anos de idade, Ademir faz parte dos 53% de inscritos no Prêmio com formação em pós-graduação. O projeto vencedor também é tema de sua tese de mestrado, realizada na Universidad El Salvador, de Buenos Aires, Argentina.

http://revistaescola.abril.com.br/premiovc/2009/ademir.shtml

INFARTO DO MIOCÁRDIO

Por: Nino Severiano

Terminologia

Há diversos termos usados para designar o evento clínico que determina morte de um segmento do músculo cardíaco. Dentre os mais empregados, destacam-se: infarto ou enfarte. A palavra infarto é mais usada no Sul do Brasil e enfarte, nas outras regiões. Enfarto ou enfarte não são termos usados pelos médicos. Do ponto de vista da origem da palavra, infarto e enfarto significam inchaço, edema de uma área do corpo. Quem causa o edema é a morte do tecido. A palavra infarto, a nosso ver, expressa melhor os achados patológicos da área comprometida e a etimologia da palavra, daí, nossa preferência para seu emprego.

O que é?

O infarto do miocárdio faz parte de um grupo de doenças chamado doenças isquêmicas do coração, as quais têm como característica comum o fato do sangue não chegar ao músculo do coração. Este bloqueio à circulação sangüínea do coração pode ser causado por uma obstrução, como placas de ateroma (aterosclerose), um trombo (coágulo sangüíneo) ou espasmo das artérias do coração.

As doenças isquêmicas são as doenças cardíacas mais comuns, constituindo a primeira causa de morte nos Estados Unidos.

O infarto do miocárdio é caracterizado pela destruição do músculo do coração, causado em geral por depósitos de placas de ateroma nas artérias coronárias. Essas placas nada mais são do que o acúmulo de células dentro dos vasos sangüíneos, conseqüentes a lesões dos próprios vasos, bem como depósitos de gordura, que vão aumentando com o tempo, formando verdadeiras "rolhas" no interior das artérias do coração.

Quadro clínico

Embora quase sempre o infarto do miocárdio seja acompanhado de sintomas que chamam a atenção para um problema cardíaco, é possível que aconteça totalmente assintomático. Isto geralmente ocorre em pacientes diabéticos, ou que fazem uso de beta-bloqueadores, ou ainda no período pré e pós-operatório. O sintoma mais freqüente é a dor torácica persistente, de início súbito, de intensidade variável, localizada sobre a região inferior do esterno e abdome superior. A dor pode agravar continuamente, até se tornar quase insuportável. Pode surgir mesmo quando a pessoa está acordando ou fazendo bem pouco esforço. Pode irradiar-se para o ombro e braços, geralmente para o lado esquerdo. Em alguns casos irradia-se para a mandíbula e pescoço. É uma dor violenta, constritiva, de duração prolongada (mais de 30 minutos a algumas horas de duração), não é aliviada pelo repouso, ou pela nitroglicerina. A dor pode vir acompanhada de um aumento da freqüência respiratória, palidez, sudorese profusa, fria e pegajosa, tonteira e confusão mental. Pode haver, por um reflexo vagal, náuseas e vômitos. Ao exame, o paciente quase sempre apresenta ansioso, inquieto, movendo-se para encontrar uma posição confortável. A sensação de morte iminente é freqüente.

Diagnóstico

O diagnóstico se baseia na história da doença atual do paciente, no eletrocardiograma e nos níveis séricos das enzimas. O prognóstico vai depender da extensão da lesão miocárdica.

ELETROCARDIOGRAMA

É de grande valor para o diagnóstico do infarto do miocárdio: ele informa sobre sua localização, sua extensão e complicações associadas como bloqueio e arritmias. Apesar de que as arritmias podem ocorrer até dentro de um prazo de 24 hrs. Após o infarto.

Pacientes com dor torácica sugestiva de isquemia: risco de morte, baseada nos achados clínicos e no eletrocardiograma.

ALTO RISCO de morte ou IAM não fatal.

RISCO INTERMEDIÁRIO de morte ou IAM não fatal.

BAIXO RISCO de morte ou IAM não fatal.

Pelo menos um dos seguintes:

(0,85 a < 1,00)

Ø Dor prolongada que não cede no repouso

Ø Edema pulmonar

Ø B3 ou estertores

Ø Hipotensão com angina

Ø Alteração do ST > 1 mm

Nenhuma das características de alto risco mais um dos seguintes:

(0,15 a < 0,85)

Ø Angina prolongada mais sem dor no momento da avaliação

Ø Angina de repouso > 20 min ou aliviada com nitroglicerina

Ø Idade > 65 anos

Ø Alteração de onda T

Ø Presença de onda Q com ST ³ 1,0 mm

Nenhuma das características de alto ou Intermediário mais um dos seguintes:

(0,01 a 0,15)

Ø Angina, aumento na freqüência, severidade e duração

Ø Menor limiar de atividade para dor

Ø Início recente de angina > 2 sem até 2 meses

Ø ECG normal ou sem modificações

ENZIMAS PLASMÁTICAS

O infarto do miocárdio e a conseqüente morte celular levam à perda da integridade do sarcolema ocasionando a liberação de certas enzimas na corrente sangüínea. A passagem destas enzimas para o plasma sangüíneo nos fornece dados úteis para o diagnóstico de infarto, sua extensão e evolução.

A creatinoquinase (CK) com sua isoenzima (CK-MB) é considerado o indicador mais sensível e confiável de todas as enzimas cardíacas.

A CK-MB é a isoenzima encontrada unicamente nas células cardíacas, e só estará aumentada quando houver destruição destas células.

Sendo assim a CK-MB é o indicador mais específico para o diagnóstico de infarto do miocárdio.

A dor da angina

Na angina do peito, a dor é forte, em aperto ou em opressão, queimor, ardência ou peso. Localiza-se, geralmente, no centro do peito, atrás do osso, podendo irradiar-se para o braço esquerdo, braço direito, ambos os braços, para o pescoço, mandíbula e para as costas. Não raro, a dor começa nos braços, na região do estômago, no lado esquerdo, nas costas e, minutos após, pode se estender para o centro do peito. É geralmente provocada por esforços, emoções, podendo ocorrer também após refeições, em repouso ou durante o sono. Ela tende a aliviar em poucos minutos, cessada a causa desencadeante. A obtenção do alívio em poucos minutos com a colocação de um comprimido de nitrato debaixo da língua é uma das maneiras que se usa para caracterizar que a dor é devida à angina do peito. Diferencia-se de outras causas que determinam dores no peito por não se agravar com a respiração, com a tosse, com movimentos do tórax, por compressão no local ou por mudanças de posição do corpo.

A dor do infarto do miocárdio

No infarto do miocárdio a dor tem localização, caráter e irradiação semelhante às da angina do peito. Distingue-se dessa por surgir geralmente em repouso, por ser mais intensa e prolongada e por estar acompanhada de intenso mal-estar, sensação de morte iminente, suores frios e vômitos. É uma das dores mais fortes que existem. É muito intensa, quase incompatível com a vida: para a vida continuar, é preciso que a dor cesse.

Características da dor do iam

Localização

Tipo

Duração

Fatores Agravantes ou Atenuantes

Sintomas Associados

Retroesternal, pode irradiar-se para o pescoço, mandíbula, epigástrio, ombro, braço esquerdo.

Peso, compressão, queimação, constrição.

Início súbito, com 30 min. ou mais de duração, de intensidade variável.

Sem alívio.

Dispnéia, sudorese, fraqueza, náuseas, vômitos, ansiedade intensa.

Causas

IDADE

Vários fatores são responsáveis pelo infarto do miocárdio. Alguns são controláveis, outros – infelizmente – não. Sabemos que a incidência aumenta com a idade, principalmente depois dos 50 anos. Os homens são mais susceptíveis que as mulheres, sendo que aos 50 anos o homem tem 5 vezes mais chance de ter infarto que a mulher da mesma idade. Acredita-se que as mulheres tenham um efeito "protetor" devido à produção de hormônio (estrógeno), sendo que após a menopausa, devido à falta de produção desse hormônio, a incidência de infarto na mulher aumenta consideravelmente.

COLESTEROL

Um fator que influencia o infarto do miocárdio é o colesterol. Quanto maior a quantidade de colesterol no sangue, maior a incidência de infarto. São conhecidos 3 tipos de colesterol: o de baixa densidade (LDL), o de muito baixa densidade (VLDL) e o de alta densidade (HDL). Este último, conhecido como "bom colesterol", parece ter um efeito protetor para o infarto do miocárdio, sendo ideal mantê-lo em níveis altos no sangue. Já o LDL, conhecido como "mau colesterol", aumenta a chance de infartos quando existe em níveis altos.

Muitas vezes, a pessoa tem o colesterol alto por causa de doenças hereditárias (hipercolesterolemia familiar), que fazem com que o corpo não consiga produzir as enzimas necessárias para "dissolver" a gordura. São os casos em que vemos pessoas bem jovens tendo infarto. É importante detectar esses casos na família, pois quando essas doenças são tratadas precocemente, é possível evitar que essas pessoas sofram infarto.

DIABETES

O diabetes também é apontado como uma doença que aumenta o risco de infarto do miocárdio. Como o diabetes pode ser transmitido hereditariamente, mais uma vez é importante saber se você tem casos na família e detectar a doença precocemente.

PRESSÃO ARTERIAL E OBESIDADE

A pressão alta (hipertensão) também aumenta o risco de infarto do miocárdio, assim como a obesidade, fazendo o coração trabalhar mais, exigindo mais sangue.

FUMO

O fumo está intimamente relacionado com o infarto do miocárdio, sendo que os fumantes são 60% mais susceptíveis de sofrer infarto do miocárdio que os não-fumantes. O fumo causa não apenas a destruição de vasos do coração, como aumenta a chance de formar coágulos de sangue (trombose). Essa tendência a provocar coágulos piora ainda mais em mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais, principalmente entre os 30 e 40 anos de idade.

SEDENTARISMO e ESTRESSE

A inatividade física e o "stress" também desempenham um papel importante na produção do infarto do miocárdio.

Sintomas

O sintoma mais comum de um infarto é uma intensa dor no peito, geralmente com mais de 20 minutos de duração, que pode surgir mesmo quando a pessoa está acordando ou fazendo bem pouco esforço. Também é comum que a pessoa que está sofrendo um infarto apresente sudorese, náusea e vômito. O diagnóstico é confirmado pelo Eletrocardiograma, bem como pela dosagem de enzimas no sangue (CK e LDH), que se altera horas após o infarto.

Complicações

O que se teme mais depois do infarto do miocárdio são as complicações. As mais letais são as arritmias, que podem ocorrer dentro de um prazo de 24 horas após o infarto. Por isso, foram criadas as unidades de tratamento intensivo coronariano, onde o paciente recebe todos os cuidados necessários para detectar precocemente e tratar essas arritmias.

Tratamento

O tratamento do infarto do miocárdio se baseia no tratamento da dor, bem como das possíveis complicações. Alguns centros usam antiarrítmicos profilaticamente, mas seu uso é controverso. Outros centros usam agentes trombolíticos, que são drogas usadas para remover os trombos que estão interrompendo a chegada de sangue ao coração. Se o tratamento for instituído logo após o infarto, acredita-se que se possa reduzir drasticamente a lesão do músculo do coração. Também o uso de drogas que reduzem o uso de oxigênio pelo coração faz com que o músculo cardíaco sofra menos ísquemia (ausência de sangue).

Prevenção

O infarto do miocárdio, apesar de ser uma causa de morte bem freqüente, tem apresentado índices de mortalidade bem menores nos últimos anos, graças ao novo estilo de vida que muitas pessoas têm adotado. Conhecendo-se os fatores que contribuem para a ocorrência da doença, podemos reduzir ainda mais o índice de mortalidade. A dieta passou a ser a preocupação primordial no combate à doença, controlando-se a ingestão de colesterol e triglicérides. é usual fazer-se a dosagem dos mesmos no sangue a cada 5 anos, procurando mantê-los dentro do nível normal. Caso os níveis estejam elevados, pode-se iniciar um tratamento com dieta, ou mesmo com o uso de drogas que ajudam a baixar a concentração desses elementos no sangue, principalmente naquelas pessoas com hipercolesterolemia familiar citadas anteriormente.

O exercício físico tem um papel muito importante, não só para melhorar o condicionamento do corpo como para ajudar na manutenção do peso ideal. Recomenda-se andar pelo menos 3 vezes por semana, durante meia hora cada vez. Durante o exercício físico, o coração é obrigado a trabalhar mais, o que favorece a criação de uma circulação colateral, que pode ser a salvação quando alguma artéria importante do coração é bloqueada.

O hábito de fumar deve ser abandonado, não só para prevenir o infarto do miocárdio, como tantas outras doenças causadas pelo cigarro, como o câncer de pulmão, altamente letal. Reduzir a quantidade de nicotina ingerida, escolhendo-se um cigarro chamado "de baixo teor" não ajuda em nada.

O "stress" deve ser reduzido. Várias alternativas podem ser adotadas, como massagens, ioga, exercícios físicos em geral, esportes, meditação, etc. é importante destacar também que a hipertensão arterial muitas vezes é causada pelo "stress". Eliminando-se os fatores de tensão, a pressão sangüínea ficaria dentro do normal, reduzindo assim o risco do infarto do miocárdio.

Tratamento geral imediato

Quatro agentes são rotineiramente indicados para o tratamento de dor torácica isquêmicas, a menos que existam alergias ou contra-indicações:

Ø Oxigênio a 4 L/min – usar máscara ou catéter nasal;

Ø Nitroglicerina sublingual ou IV (se a PA sistólica for maior que 90 mmHg; Seguida por:

Ø Morfina IV – usar pequenas doses (1 a 3 mg) IV de sulfato de morfina, repetidas a cada 5 minutos de intervalo, conforme a necessidade, para os pacientes que não obtiverem alívio completo da dor com a nitroglicerina. A meperidina é uma alternativa aceitável. O alívio da dor é de alta prioridade;

Ø Aspirina VO – o uso rotineiro da aspirina (160 a 325 mg), é altamente recomendado para todos os pacientes com infarto (classe I), incluindo aqueles que recebem terapia trombolítica.

BIBLIOGRAFIA

LÓPES, Mario. Emergências Médicas 3º. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1982.

MILLER, Otto. Diagnóstico e terapeutica em Médicina interna 14º edição, Rio de Janeiro: Livraria Atheneu, 1989.

SWHARTZ, George R. Emergências Médicas 1º edição. Rio de Janeiro: Interamericana, 1982.

AZEVEDO, Arthur de Carvalho. Cardiologia 1º edição. São Paulo: Sarvier, 1984.

ASSAD, José Ebreiros. Emergências cardiovasculares 1º edição. Rio de Janeiro: 1989.

ANDREOLI, Thomas E. Cecil Medicina Interna Básica 2º edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1991.

KATZUNG, Beltram G. Farmacologia Basica e Clínica 2º edição.

BRUNNER and SUDDARTH. Moderna Prática de Enfermagem 2ºedição. Rio de Janeiro: Interamericana, 1980.

BRUNNER and SUDDARTH. Tratado de Enfermagem Médico – Cirúrgica 7º edição. Rio de Janeiro, 1994.

CUMMIS, Richard O., Suporte Avençado de Vida em Cardiologia, American Heart Association, 1997-1999.

Conceitos Básicos na Educação Física

Por: Nino Severiano

Pressão arterial (PA) é a pressão exercida pelo o sangue nas paredes das artérias numa sístole ventricular, que nos níveis normais deve ser de 120mmHG, por 080mmHG na diastole; vários fatores podem desencadear um aumento nesses níveis tais como: ambientais, psicológicos, hereditários, hormonais, alimentares, peso corporal, altura, sedentarismo e outros. A uma relação direta entre a (PA) e Frequência Cardíaca (FC), isso fica evidente com a atividade física.

Frequência Cardíaca (FC) é o ritmo das batidas do coração, que em repouso gira em torno de 72 batimentos por minutos (bpm); é a maneira eficaz  para determinar a intensidade do esforço em atividade física; quando estamos em repouso nosso coração bate lentamente, quando movimentamos o ritmo aumenta gradativamente; atividade física aeróbia melhora a captação de oxigênio consecutivamente melhora o ritmo das batidas do coração fazendo que tenha uma diminuição nesse ritmo. Quando estamos exercitando a (FC) aumenta consecutivamente a um aumento na (PA), que quando paramos esses níveis devem voltar ao normal; principalmente quando recuperar da atividade que esta a fazer. Indivíduo fisicamente ativo tem níveis ótimos na (PA) e (FC) que comprovadamente a melhora no sistema cardiovascular e cardio respiratórios adquiridos principalmente em atividades física aeróbia.

Atividade Física (AF) é todo movimento exercido pelos músculos que leva o gasto de energia acima dos níveis de repouso; quando estamos parados nosso coração bate lentamente em torno de 72 bpm, quando exercitamos esse nível aumenta. A atividade física é classificada em aeróbia e anaeróbia, ou seja: atividade de curta e longa duração, como correr 10 km e levantamento de peso, por exemplo; cada uma dessa modalidade necessita de fonte de energia diferente para se desenvolver.

A atividade aeróbia ou de longa duração com baixa intensidade, necessita de captação de oxigênio para em conjunto com os nutrientes serem metabolizados em energia.

A atividade anaeróbia ou de curta duração e alta intensidade onde não necessita de fonte de energia proveniente do oxigênio, neste caso utiliza de reações rápidas de energia armazenadas na musculatura para serem utilizadas de imediato, através das reações de quebras ATP/CP na musculatura simultaneamente.

Metabolismo Energético são reações químicas que sofrem os alimentos para serem transformados em energia, para serem utilizados diariamente e em atividade física. A uma necessidade diária de nutrientes tais como Carboidrato, proteína, lipídeo, vitamina e minerais que sofrem reações no ciclo de krebs e transformados em energia que devem ser gasto principalmente em atividade física, que quando não utilizadas ficam retidos em forma de gordura localizada principalmente nos tecidos, desencadeando males a saúde.

Saúde de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) é classificada como bem estar físico mental e social não apenas a ausência de doenças.

Obesidade é classificada como acúmulo excessivo de gordura corporal que desencadeia muitos outros males para a saúde quando não tratada, como Hipertensão arterial, diabetes, osteoporose, sedentarismo, artrose, artrite, e outros. É classificada mundialmente com o índice de massa corporal (IMC) acima de 29.0. O IMC é a estimativa encontrada através do peso corporal dividido pela altura (estatura)² do individuo, o dado encontrado é utilizado para saber se esta abaixo do peso, sobre peso ou obeso, essa estimativa não leva em consideração o biótipo do individuo bem como a massa corporal magra, esse dado é mais bem encontrados na antropometria e composição corporal, onde pode encontrar, do peso corporal total quanto por cento é de gordura corporal e quanto é de massa magra, esse dado é importante para aqueles que acredita que subir na balança pode mostrar que esta com excesso de gordura o que não é verdade; como exemplo: um individuo com 80 kg corporal total e com 15% de gordura corporal, nesse caso 12 kg é de gordura e o s restante 68 kg e massa corporal magra.