História da Copa do Mundo do Futebol

Os Jogos Olímpicos de 1932 em Los Angeles não planejavam incluir o futebol como parte do programa devido à baixa popularidade desse esporte nos Estados Unidos. A FIFA e o Comitê Olímpico Internacional também discordavam da condição de amadores do atletas. Desta forma, a FIFA decidiu realizar sua própria competição mundial de futebol, a Copa do Mundo, que teve sua primeira edição no Uruguai em 1930.

As equipes que participariam da primeira Copa do Mundo foram convidadas pela FIFA para mandar suas seleções, porém a viagem longa e cara transatlântica ao Uruguai intimidou os Europeus. O presidente da FIFA, Jules Rimet, acabou persuadindo as seleções da Bélgica, França, Romênia e Iugoslávia a fazerem a viagem. No total 13 seleções participaram da primeira Copa do Mundo da história – 7 da América do Sul, 4 da Europa e 2 da América do Norte.

História da Copa do Mundo do Futebol – Primeiras competições internacionais antes das Copas do Mundo

A primeira partida internacional de futebol aconteceu em 1872 entre Inglaterra e Escócia. Nessa época o futebol era raramente jogado fora da Grã Bretanha. A expansão do futebol internacionalmente acabou resultando na formação da FIFA em 1904, reunindo 7 nações da Europa continental. À medida que o futebol ganhava popularidade, foram organizadas demonstrações do esporte (sem medalhas) nas Olimpíadas de 1900 e 1904. O futebol tornou-se uma competição oficial na Olimpíada de 1908, com o torneio sendo organizado pelos ingleses, os quais foram os campeões e repetiram a conquista em 1912.

Com a Olimpíada sendo disputada somente por amadores, competições internacionais envolvendo times profissionais começaram a aparecer. O Torneo Internazionale Stampa Sportiva, disputado em 1908 na cidade italiana de Torino, foi um dos primeiros desse torneios. Essa competição envolvia times, não seleções, que representavam toda uma nação.No ano de 1914 a FIFA reconheceu o futebol na Olimpíada como “campeonato mundial de futebol para amadores”, e passou a se responsabilizar por organizar a competição. Assim, aconteceu a primeira disputa intercontinental de futebol na Olimpíada de 1920, vencida pela Bélgica. Nas Olimpíadas de 1924 e 1928 o Uruguai foi o campeão. Depois disso, o futebol sairia da Olimpíada com a realização da Copa do Mundo de 1930 no Uruguai com atletas profissionais.

Resumo de todas as Copas do Mundo

Copas do Mundo 1º. ao 5º. colocados

Copa do Mundo de 1930 Uruguai

UruguaiUruguai
ArgentinaArgentina
EUAUSA

IugusláviaIusguslavia

ChileChile

Copa do Mundo de 1934 Itália

ItáliaItália

Tchecos

Alemanha
Austria
Espanha

Copa do Mundo de 1938 França

ItáliaItália
Hungria
Brasil
Suécia
Tchecos

 

Copa do Mundo de 1950 Brasil

UruguaiUruguai
Brasil
Suécia
Espanha
IugusláviaIuguslávia

 

Copa do Mundo de 1954 Suíça

Alemanha
Hungria

Áustria
UruguaiUruguai
Suíça

Copa do Mundo de 1958 Suécia

Brasil
Suécia
França
Alemanha
Gales

Copa do Mundo de 1962 Chile

Brasil
Tchecos.
ChileChile
IugusláviaIugoslávia
Hungria

Copa do Mundo de 1966 Inglaterra

Inglaterra
Alemanha
Portugal
URSS
ArgentinaArgentina

Copa do Mundo de 1970 México

Brasil
ItáliaItália
Alemanha
UruguaiUruguai
URSS

Copa do Mundo de 1974 Alemanha Oci.

Alemanha
Holanda
Polônia
Brasil
Alem. Ori.

Copa do Mundo de 1978 Argentina

ArgentinaArgentina
Holanda
Brasil
ItáliaItália
Polônia

Copa do Mundo de 1982 Espanha

ItáliaItália
Alemanha
Polônia
França
Brasil

Copa do Mundo de 1986 México

ArgentinaArgentina
Alemanha
França
Bélgica
Brasil

Copa do Mundo de 1990 Itália

Alemanha
ArgentinaArgentina
ItáliaItália
Inglaterra
IugusláviaIugoslávia

Copa do Mundo de 1994 EUA

Brasil
ItáliaItália
Suécia
Bulgária
Romênia

Copa do Mundo de 1998 França

França
Brasil
Croácia
Holanda
ItáliaItália

Copa do Mundo 2002 Japão e Coréia S.

Brasil
Alemanha
Turquia
Coréia S.
Espanha

Copa do Mundo de 2006 Alemanha

ItáliaItália
França
Alemanha
Portugal
ArgentinaArgentina

Copa do Mundo de 2010  Africa do Sul

 Espanha 

 Holanda 

 Alemanha 

Uruguai Uruguai 

 Argentina Argentina 

 

DEFINIÇÃO DE ESPORTE OU PROVA

PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO

POR: NINO SEVERIANO

INTRODUÇÃO

Surgimento ↔ Aplicação ↔ Evolução.

CONCEITUAÇÃO

Um dos Princípios Gerais do Treinamento Desportivo

Periodizar – Dividir em períodos, expor em tempos (Aurélio)

Divisão temporal e estrutural do processo de treinamento (Matveiev, 1981)

OBJETIVOS:

Preparar o atleta para:

Conseguir os melhores resultados.

As principais competições do ano.

Atingir sua melhor forma na competição mais importante.

AS FASES DO DESENVOLVIMENTO DA FORMA DESPORTIVA COMO BASE NATURAL DA PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO

Forma desportiva: Estado de pré-disposição ótima (a melhor) para a obtenção de elevados resultados desportivos, devido a uma correspondente preparação em cada novo escalão do aperfeiçoamento desportivo (Matveiev, 1981). É alcançada fisicamente e não é mantida no mesmo nível, no entanto, de ano para ano, os níveis alcançados podem ser melhorados.

FASES DE AQUISIÇÃO:

Compreende a formação e desenvolvimento das premissas da forma desportiva e sua consecução imediata.

Elevação do nível geral das possibilidades funcionais do organismo, desenvolvimento múltiplo das qualidades físicas e volitivas do desportista, formação dos hábitos e destrezas motoras (novos elementos da técnica e da tática).

Na Segunda metade: Elevação do nível de treinamento especial, desenvolvimento das qualidades de caráter específico, incremento do aperfeiçoamento da técnica e tática correspondentes.

MANUTENÇÃO (Estabilização relativa):

Caracteriza-se pela manutenção das condições ótimas > bons resultados.

Reduz-se o grau das reestruturações biológicas, porém ainda transcorre o aperfeiçoamento posterior > Resultados desportivos.

PERDA TEMPORÁRIA DA FORMA DESPORTIVA:

Caracteriza-se pela redução da readaptação de diversos aspectos do nível de treinamento, > Incremento de certos momentos de assimilação dos processos metabólicos plásticos.

PERÍODOS DO PROCESSO DE TREINAMENTO

Forma Desportiva (fases): influências do treinamento, cujo caráter varia com a fase de desenvolvimento da forma > PERÍODOS.

Fase da Forma Desportiva: Relativas ao processo biológico.

Períodos do Treinamento: Relativo a um processo pedagógico.

Assim: Os períodos são intervalos sucessivos de desenvolvimento da forma desportiva.

PERÍODO DE PREPARAÇÃO

Cria as premissas e condições para a aquisição da forma desportiva.

Objetiva: Preparação básica. O desenvolvimento da performance de competição (forma desportiva).

PERÍODO DE COMPETIÇÃO

Assegura a manutenção da forma desportiva e se aplica na obtenção de êxitos desportivos.

Objetiva: Apuramento da forma mediante a participação em competições, alcançando a melhor performance possível.

PERÍODO DE TRANSIÇÃO

Surge em função da necessidade de descanso ativo, evita o strain e garante a sucessão dos escalões do aperfeiçoamento desportivo (repouso ativo).

Objetiva: A prevenção para o sobretreinamento, a regeneração física e psíquica e a manutenção em parte do estado de treinamento.

CONTEÚDO E ESTRUTURA DO TREINAMENTO > PERÍODO DO TREINAMENTO

FASES DA FORMA DESPORTIVA

PERIODIZAÇÃO E CICLO

Periodização simples ou anual.

Periodização dupla ou semestral.

Dependência: Idade, nível do atleta, modalidade e situação específica.

DURAÇÃO DOS PERÍODOS

Orientação (Desportistas qualificados)

Preparatório > 3,5 / 4 até 5 / 7 meses.

Competição > 1,5 / 2 até 4 / 5 meses.

Transição > 3 / 4 semanas até 6 semanas.

FATORES RELATIVOS AO DIRECIONAMENTO DO TREINAMENTO

TIPOS DE EXERCÍCIOS

Gerais: Carga Global > musculatura e organismo.

Especiais: Características e capacidades típicas da modalidade.

Competição: Aceleração no processo de adaptação física e psíquica. Forma complexa de treinamento.

RELAÇÃO VOLUME X INTENSIDADE DE TREINAMENTO (IT)

Em cada período > significado especial.

Em geral > IT deve aumentar gradativamente até o início do período de competição e manter-se alta, e o volume aumentam até aproximadamente até a metade do período preparatório e depois tente diminuir.

ESTRUTURA CÍCLICA DO TREINAMENTO

MEGACICLO, MACROCICLO, MESOCICLO, MICROCICLO.

MEGACICLO

Envolve toda a vida do atleta; dura de 8 – 10 anos adiante. Está constituído por um conjunto de macrociclos; denomina-se de base; de máxima possibilidade e de lastro desportivo (longevidade desportiva).

MACROCICLO

Busca a obtenção da Forma Desportiva. Está constituído por um conjunto de Mesociclos. É a grande onda do treinamento, caracterizada pela tendência geral das ondas médias nos períodos de treinamento. Sua duração pode ser de 4 à 6 meses, até 1 à 2 anos. Ciclo trimestral, semestral ou anual de treinamento.

MESOCICLO

São etapas relativamente definidas do processo de treinamento. Sua duração varia entre 3 a 6 semanas. Está constituído pela união de vários Microciclos. Composto normalmente de 4 microciclos, sendo que um deles mais intenso que os outros três. Assim, o primeiro microciclos tem cargas leves, no segundo a carga aumenta e no terceiro alcança seu máximo. No quarto há uma diminuição da carga para o nível do segundo. Com esta carga inicia-se outro ciclo. A utilização dos Mesociclos pode ser das seguintes formas:

ENTRADAS

Utilizado ao iniciar-se processos de esportes de grandes ciclos.

BÁSICOS

Tipo principal do Período de Preparação. Podem ser de Preparação Geral e/ou Especial. São estruturados por meio dos Mesociclos.

BÁSICO DE DESENVOLVIMENTO

Caracterizam-se por um aumento da carga do Esporte. Busca-se o aumento das capacidades funcionais dos sistemas principais; a preparação da técnica e a preparação mental. Alternam-se com os estabilizadores, a seguir.

BÁSICOS ESTABILIZADORES

Caracterizados pela interrupção temporal do aumento da carga, para permitir a adaptação às exigências do Esporte.

DE CONTROLE

Representam uma etapa de transição entre os Mesociclos Básicos e Competitivos. Servem para descobrir deficiências técnicas e táticas.

PRÉ-COMPETITIVO

Utilizados para colocar em ponto o atleta. São próximos a uma competição principal. Caracterizados por trabalhos de preparação específica simulando ao atleta a situação de competição.

COMPETITIVOS

Coincidem com as competições fundamentais. Respeitam horas e situações diretas de competições.

DE RESTABELECIMENTO OU MANUTENÇÃO

São de carga suave. Utilizados em períodos de competições longas. São denominados de intermédios. Utilizados também na transição de um ciclo a outro.

PREPARATÓRIOS DE RESTABELECIMENTO

São similares aos Básicos, mas com muitos Microciclos de restabelecimento.

CARACTERÍSTICAS:

Desenvolvimento conjunto do volume e intensidade do esforço

Relação carga repouso é balanceada em termos semanais – A semana de alta carga sucede semana com menos carga > De forma a permitir relativa alta carga durante longo tempo e relativa baixa carga durante curto tempo.

MICROCICLO

É um grupo de unidades de treinamento organizado de tal forma que o ótimo valor de treinamento pode ser obtido em cada unidade. Barbante, 1978.

É um conjunto de atividades e constituem a unidade do treinamento. São as ondas pequenas do treinamento. Dura em geral de uma semana (2 a 7 dias – 1 semana ), com solicitações variadas em termos de Qualidade de Treinamento, variando também a estrutura de esforço

(intensidade e volume) no seu curso. Os Microciclos subdividem-se das seguintes formas:

GRADUAIS OU CORRENTES

Preparam o organismo para responder aos trabalhos de treinamento. Tem um baixo nível de incitação. Caracterizam-se por um volume considerável e o nível limitado de intensidade (Quantidade de trabalho). É utilizado no período preparatório, principalmente no Geral e também em alguns, no Especial.

DE CHOQUE

Caracterizam-se por um grande volume global de trabalho e um elevado nível de incitação. Tem como finalidade estimular os processos de adaptação do organismo. Caracterizado pelo aumento de intensidade. Utilizado no Período Preparatório Especial.

DE ACERCAMENTO OU DE APROXIMAÇÃO

Utilizado na preparação do atleta com relação às situações e condições de competição. Modelam regimes e programas de competição. Seu conteúdo é variado, e estão relacionados às etapas de preparação do atleta.

DE RECUPERAÇÃO OU DE RESTABELECIMENTO

Utilizado ao final de uma série de Microciclos de Choque ou ao final do período de competição. São destinados a assegurar o desenvolvimento ótimo dos processos de recuperação. Exercem um grau débil/baixo de incitação (descanso ativo).

DE COMPETIÇÃO

Conformam-se de acordo ao programa de futuras competições, tendo em conta o número de partidas/torneios, e a duração dos intervalos que os separam. Buscam-se atuações regulamentares, em dias, horas, da própria competição. Tem-se em conta o Tapering off (diminuição global) da carga de treinamento.

FUNDAMENTA-SE NA RELAÇÃO ESFORÇO (CARGA) E RECUPERAÇÃO.

Sua construção é influenciada:

Pela particularidade da modalidade esportiva (necessidades).

Pela etapa do processo de treinamento em longo prazo > Qualificação do atleta: Período da periodização.

Pelo objetivo específico do treinamento.

Pela capacidade individual de recuperação > Estado de treinamento e

Pelas condições para o treinamento.

NORMAS BÁSICAS PARA COMPOSIÇÃO DOS MICROCICLOS

As cargas devem ser estabelecidas de modo a permitir o processo de recuperação do atleta, independentemente do número de sessões de treinamento. Os conteúdos estabelecidos devem ser estabelecidos sem que haja monotonia, ou seja, saturação psíquica.

Ordenar os objetivos e conteúdos das sessões de treinamento de modo que as exigências de coordenação, velocidade, força rápida e máxima ocorram quando a capacidade de rendimento se encontre em um ponto alto. Colocar o treino forte no meio e no fim da semana > evitar que o atleta comece a semana com um cansaço acumulado.

ESTRUTURA DO CICLO ANUAL DE TREINAMENTO

Datas das competições fundamentais e secundárias (calendários de torneios e datas dos eventos). Data de iniciação e finalização de cada período. Data dos controles médicos e provas de eficiência física e técnica (testes de laboratório e de campo).

Meios de controles (testes) e normas a aplicar.

Estrutura do ciclo de preparação (número e tipos de etapas por períodos – Mesociclos).

Distribuição das cargas de treinamento em cada período e etapas.

Freqüência de treinamento por semana, por meses, etc.

Número de sessões de treinamento, semanais, para cada capacidade (ondas pequenas – Microciclos).

Acentos diários, semanais, mensais, etc. (planos operativos).

Conteúdos da preparação (seleção dos meios, métodos e sistemas de treinamentos a utilizar por períodos, etapas, etc.).

Outros (aspectos da vida do atleta – estudo, trabalho, etc.).

UNIDADE DE TREINAMENTO

É a menor fração do Processo de Treinamento. A estrutura da Unidade de Treinamento depende de:

Objetivos e conteúdo da sessão.

Utilização das fontes energéticas.

Especificidade das diferentes modalidades esportivas.

Na primeira parte são utilizados os exercícios que necessitam para a sua execução de uma recuperação completa e estado psicofísico repousado. Ex. coordenação, velocidade, força explosão e força máxima.

Na segunda parte são utilizados os exercícios que não necessitam para a sua execução de plena recuperação do organismo. Ex. exercícios de resistência, resistência de velocidade e de força. Na terceira etapa são aplicados os exercícios que podem ser executados em condições de estado psicofísico desgastado e sem a recuperação do organismo. Ex. resistência aeróbica.

COMBINAÇÕES MAIS FREQÜENTES:

VELOCIDADE + RESISTÊNCIA ANAERÓBICA

FORÇA MÁXIMA (Explosiva) + VELOCIDADE

RESISTÊNCIA ANAERÓBICA + RESISTÊNCIA AERÓBICA

FORÇA MÁXIMA (Explosiva) + RESISTÊNCIA DE FORÇA

TÉCNICA + OUTRAS QUALIDADES FÍSICAS

DEFINIÇÃO DE ESPORTE OU PROVA

Quando um jogo segue formas corretas de jogar e regra oficial é chamada de desporto (TEIXEIRA, 1995).

O desporto é alimentado pelo espírito de competição, onde o objetivo é a vitória justa e honesta, nas disputas cria situações onde os indivíduos são estimulados a se superar para conseguir o sucesso desejado.

As regras que o desporto obedece são as mesmas em todos os lugares e são determinadas por federações desportivas, e denominadas regras oficiais.

HISTÓRICO DA PREPARAÇÃO FÍSICA PARA O FUTEBOL DE CAMPO

  A preparação física no futebol é um dos fatores que mais evoluiu nas últimas décadas e continua evoluindo. O conhecimento do condicionamento físico para o futebol é de vital importância para o sucesso de uma equipe dentro de uma competição.

    Os primeiros indícios de treinamento físico no Brasil datam do início do século passado, por volta de 1904. As equipes paulistas tentaram substituir os treinamentos que reproduziam partidas, por outros tipos de treinamentos. O motivo inicial talvez tenha sido a dificuldade de se encontrarem atletas para realização desses treinos. O emprego de exercícios de condicionamento físico, como corridas de 100, 200, 400 e 800 metros, além de luta romana, ginástica alemã e halteres, passou a ser rotina entre as equipes. O importante a ser ressaltado era a preocupação com a força e não com a velocidade dos atletas (SANTOS NETO, 2000).

    Finalmente, a primeira atuação de um preparador físico ocorreu na Copa do Mundo de 1954, com a presença em algumas seleções de um elemento junto ao técnico, com a finalidade de dirigir as atividades físicas da equipe (BARROS, 1990).

  Na Seleção Brasileira, em 1958, a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) convidou um professor, ex-jogador de futebol que exercia a função de treinador em um clube do Rio de Janeiro, para auxiliar o técnico da Seleção. Foi, portanto, o primeiro preparador físico no Brasil. Com o resultado no mundial, surgiram os primeiros preparadores físicos nos clubes. Nessa época, havia o conceito de que o preparador físico deveria ser um homem forte, de hábitos rudes, e que deveria exigir o máximo dos jogadores em atividades estafantes, nas quais não se verificavam os aspectos científicos do treinamento físico. Imperava no Brasil a fase de preparadores físicos militares. Coronéis, majores, capitães, tenentes, sargentos ou até mesmo policiais civis proliferavam nos clubes. Essa fase durou por muitos anos e acarretou sérios problemas entre jogadores e militares (BARROS, 1990).

A importância de um profissional capacitado nos clubes é fundamental. O preparador físico deve estar presente em todas as categorias e não somente na categoria profissional, pois existem intensidades e cargas diferentes para cada faixa etária.

    Hoje o aspecto científico do treinamento físico está muito desenvolvido. Os profissionais se especializam cada vez mais utilizando computadores e os mais variados aparelhos eletrônicos possíveis, para determinar o nível de condicionamento e a evolução dos atletas. Portanto, percebe-se que a preparação física evoluiu de tal maneira que seria impensável a falta de um profissional especializado em treinamento físico integrando a comissão técnica de uma equipe.

Segundo TEIXEIRA, (1995), é um esporte coletivo, onde desenvolvem a personalidade, exige uma melhor preparação psicológica para aumentar a autoconfiança e a segurança necessária para um melhor desempenho individual. O atletismo é considerado o desporto de base suas modalidade englobam movimentos necessários a todos os desportos atléticos.

A CORRIDA:

Uma das formas mais primitivas de exercício surgido da necessidade dos homens primitivos de andar mais depressa para fugir de alguns perigos ou perseguir a caça.

CORRIDA DE FUNDO E MEIO FUNDO:

CLASSIFICAÇÃO DA PROVA:

Prova Atlética realizada dentro de uma pista; é classificada como prova cíclica.

SOLICITAÇÃO DOS SISTEMAS ENERGÉTICOS:

A pratica regular da corrida aumenta a capacidade respiratória, melhora a circulação sanguínea e aumenta a força muscular.

Na corrida ultiliza-se de resistência anaeróbica e aeróbica, com um predomínio na resistência aeróbia.

FATORES FÍSICOS PREDOMINANTES:

A corrida de pequenos percursos, o mais importante é a velocidade do atleta, não exige muita resistência, as de longos percursos exigem principalmente de resistência. Corrida de fundo e meio fundo refere-se: Velocidade de deslocamento; Coordenação; Ritmo; Resistência muscular localizada nos membros inferiores; Flexibilidade Descontração diferencial, Descontração total. (TUBINO, 1979).

TÉCNICA E TÁTICA:

Partida: Em que o Atleta procura ganhar impulsos para chegar mais rapidamente a sua melhor velocidade.

Percurso: Em que o atleta procura manter a velocidade.

Chegada: Em que o Atleta cruze a linha de chegada.

Nas provas de resistência os atletas saem de pé, Logo após a partida ao iniciar o percurso, o corredor aumenta gradativamente suas passadas atingindo o máximo de sua velocidade, o corredor então preocupa se em manter essa velocidade com amplos movimentos dos braços.

FATORES PSICOLOGICO:

A concentração é um preparo mental de fundamental importância para a prova de corrida, através da concentração o atleta fará com que os músculos trabalhem em conjunto com a mente e o sentidos realizando movimentos mais perfeitos.

O atleta deve concentrar se quando for realizar a prova, antes da realização de uma corrida ele deve visualizar-se correndo perfeitamente e chegando e primeiro lugar; com essas observações ele vai organizar os movimentos, adquirindo mais coordenação e isto lhe Dara segurança necessária para se aperfeiçoar constantemente. (TEIXEIRA, 1995).

QUALIDADES FÍSICAS:

BARANOV, (1972), identificou para corridas de meio de fundo as seguintes qualidades físicas especificas: resistência aeróbica; resistência anaeróbica; velocidade e força explosiva.

A fase de preparação física especifica exerce uma influência muito determinada, contribuindo para o desenvolvimento das funções vegetativas e motoras do atleta, com ênfase nas qualidades físicas específica da modalidade esportiva.

(TUBINO, 1979).

PRINCÍPIOS BÁSICOS DE TREINAMENTO PARA CORREDORES

Como preparar um corredor de meio-fundo? Primeiramente deve deixar bem claro, que na preparação de um corredor de meio-fundo é a parte aeróbica. Antes de lançar o atleta no treinamento específico para as provas de meio-fundo, trabalha por cerca de dois anos o seu lastro aeróbico, correr fácil para depois correr forte, esse é o lema. A base aeróbia visa também condicionar o corredor de meio-fundo para quando ele subir de prova, não sentir o efeito psicológico das distâncias mais longas.

Essa primeira fase consiste principalmente em trabalhos de endurance, longos e lentos onde procura trabalhar a parte psicológica do atleta, a paciência para se correr lento por muito tempo, corrigir a postura, trabalhos de força natural (montanha, areia, cross, circuitos).

Após esses dois anos basicamente aeróbicos, passa-se a segunda fase onde o atleta está pronto para o treinamento específico, que consiste em três fases: base, intermediário e de polimento, ou competitivo.

A primeira fase (base) que vai de Novembro a Março, consiste no trabalho de maratoniano, o mínimo de 140 a 180 km/semana.

Novembro – mês totalmente composto de corridas longas.
Dezembro – corridas longas intercaladas de sessões de fartlek.
Janeiro – longos, fartlek, cross e circuitos.
Fevereiro – corridas em montanha, dunas, fartlek e circuitos.
Março – transição da base para o treino intermediário, onde o atleta terá uma sessão por semana na pista do atletismo.

Segunda fase (intermediária) que compreende os meses de Abril e Maio. A quilometragem semanal dessa fase cai para cerca de 120 a 140km/semana.

Abril – duas sessões por semana na pista com repetições basicamente aeróbicas.
Maio – duas sessões por semana na pista de repetições, sendo uma
anaeróbica e outra aeróbica.

Terceira fase (competitiva) que vai dos meses de Junho a Setembro. A quilometragem semanal deverá ficar em torno de 100km/semana.

SESSÃO DE TREINO NA FASE COMPETITIVA PARA CORREDOR DE MEIO FUNDO, EXEMPLO DE UMA SEMANA:

Segunda-feira – manhã – 12km 80% do esforço.
Tarde – 40 minutos de grama.

Terça-feira – manhã – repetições totalmente lácticas.
Tarde – 40 minutos de grama.

Quarta-feira– manhã – 16km 50% do esforço.
Tarde – 40 minutos de grama.

Quinta-feira– manhã – repetições intermediárias entre aeróbicas e lácticas.
Tarde – 40 minutos de grama.

Sexta-feira– manhã – 8km 90% do esforço.
Tarde – 40 minutos de grama.

Sábado – manhã – repetições de ritmo (aeróbicas).

Domingo – manhã – 60 minutos de corrida de relaxamento na grama.

Observação: Entre as fases aplica-se uma semana de treino relax.

Depois da forma física ter sido atingida o atleta deve compreender que o treino duro foi completado, que só treino de manutenção e competições devem seguir-se até o final da temporada, com todos os esforços e concentração voltados para as competições. Muitos técnicos e atletas cometem o erro de continuar a treinar duramente depois de ter atingido a forma máxima. Os treinos do dia seguintes às competições devem ser trotes com fins de recuperação.

Preparação para corredores de fundo

Corredor de fundo, Nas corridas de longas distâncias a maior virtude é a paciência. Então a recomendação aos atletas é que não corra forte antes de poder correr fácil. O nome já diz corrida de resistência, então quanto mais quilometragem melhor.
Como foi abordado sobre treinamento de corredores de meio-fundo, o desenvolvimento completo de um corredor de fundo se baseia na mesma premissa, muitos e muitos anos de treinamento para se atingir o máximo do rendimento, nada mais que o óbvio.

A programação consiste em três fases, isto é:

1 – Período de base – Compreende 4 meses, sendo as 4 primeiras semanas basicamente de corridas longas em ritmo lento “endurance”, as 8 semanas seguintes da-se ênfase ao trabalho de força natural, ou seja, corridas em montanhas ou dunas de areia e cross-country, nas 4 semanas restantes passa-se ao treinamento variado que consiste de “Fartlek”, corridas longas e lentas e corridas curtas em ritmo forte a 85% de esforço. A quilometragem atribuída a essa fase do treinamento, deverá obedecer ao lastro dos anos de treinamento de cada atleta.
2 – Período de pré-competição – Compreende 3 meses, onde se introduz o “Interval-training” duas vezes por semana mesclado com trabalho de força, técnica e resistência.
3 – Período de competição– Treinamento de manutenção, não se descuidando das regras básicas para o corredor de fundo, ou seja, resistência, força e velocidade. Foi-se o tempo que para o fundista o primordial era só a resistência, hoje vemos corredores que competem em provas que vão dos 800 metros aos 10.000 metros com a mesma desenvoltura – exemplos clássicos: Said Aoita, campeão olímpico dos 5.000 metros (84) e medalha de bronze nos 800 metros (88).

REFERÊNCIAS:

BARBANTI, V.J. Teoria e Prática do Treinamento Desportivo. São Paulo. Editora USP, 1996.

BRACHT, V. Educação Física e Aprendizagem Social. Porto Alegre. Magister, 1992.

BARANOV, Errores EM El Entreinamiento de los Médio Fundistas Soviéticos Novidades em Atletismo, Centro de documentacion e informacion, Instituto Nacional de Educacion Física y Desportes, nº 1,21-26; Madri, 1972.

HEGEDUS, J de –Teoria General y Especial Del Entreinamiento Deportivo; Editorial Stadium,Buenos Aires, 1973.

LYDIARD, Arthur. Running to the top. Editora Meyer & Meyer Sport, 1995.

SILVA, E.A.V. Esportes e Atividades Físicas. Rio de Janeiro. Guavira, 1997.Silva, V. F. Avaliação Qualitativa em Educação Física. SPRINT. Rio de Janeiro, 1990.

TEIXEIRA, Hudson Ventura. Educação Física e Desporto; Editora Saraiva, 1º Ed. 1995.

TUBINO, Manoel José Gomes. Metodologia Científica do Treinamento Desportivo; Editora Lisa, 1º Ed. 1979.

TUBINO, M.G. Valências Físicas. Editora Brasiliense. Rio de Janeiro, 1990

TEXTOS BÁSICOS DA AVALIAÇÃO FÍSICA

Por: Nino Severiano

VALORES ANTROPOMÉTRICOS:

Para reduzir seu peso corporal é necessário:

– Praticar atividades cardiorespiratórias com baixa intensidade e duração prolongada (por volta de 30 a 45 minutos) e exercícios de resistência muscular localizada, que envolvam grandes grupos musculares.

– Reduzir ou substituir da dieta atual as frituras, doces, refrigerantes e gorduras de origem animal em excesso.

Para aumentar seu peso corporal é necessário:

– Praticar atividades de grande sobrecarga, como por exemplo a musculação. A musculação promove aumento da massa muscular e consequentemente o aumento do perímetro do segmento.

PERÍMETROS:

Correspondem aos perímetros máximos de um segmento corporal. A atividade praticada pode alterar estas medidas. A musculação, por exemplo, promove aumento da massa muscular e, consequentemente, o aumento do perímetro do segmento. Atividades cardiorrespiratórias, por sua vez, podem reduzir as medidas de determinados perímetros corporais, através de maior mobilização de gordura localizada.

CAPACIDADE CARDIORESPIRATÓRIA (Consumo de Oxigênio):

É a quantidade de oxigênio que um indivíduo consegue captar e metabolizar durante a atividade física. O consumo de oxigênio se comporta de maneira diferente quanto a idade, sexo e constituição corporal; pode diminuir por falta de atividade cardiorespiratórias, como também pode aumentar após um período de treinamento específico.

Através do calculo do VO2 previsto criamos um subsídio informativo sobre as condições em que se apresenta o avaliado. Obtendo assim parâmetros de melhora a ser alcançado. O déficit Aeróbio Funcional (FAI) atua como um indicador em termos de percentuais do quanto o avaliado está acima ou abaixo de se VO2 esperado, sendo mais fácil demonstrar ao avaliado o grau de sua condição física.

FLEXIBILIDADE:

Este teste permite avaliar a flexibilidade da musculatura posterior de tronco e pernas. Para obter uma melhor flexibilidade, é necessário realizar exercícios adequados. No entanto, alongamentos são necessários antes e depois de qualquer atividade física, agindo como preventivos de lesões ou dores provindas da atividade.

– FORÇA ABDOMINAL:

Visa avaliar a força e resistência dos músculos abdominais. A musculatura abdominal é responsável pela manutenção de nossa postura. Alterações no padrão de força e resistência da musculatura abdominal podem prejudicar a postura do indivíduo, facilitando o aparecimento de eventuais problemas posturais e dores associadas.

– FORÇA DE BRAÇOS:

Visa avaliar a parte superior do tronco e braços. É uma medida indireta de força e resistência de membros superiores e parâmetro de comparação entre diferentes etapas do seu programa de treinamento.

DINAMOMETRIA

Este teste tem como objetivo quantificar e avaliar a “força estática” de preensão manual do avaliado. A força é uma das qualidades físicas que está presente em todas as modalidades esportivas e, na maioria das vezes, o indivíduo que possui esta qualidade apurada pode ter uma grande vantagem em relação aos demais, aumentando assim a probabilidade de melhor resultado esportivo.

AGILIDADE

Todos sabem da importância da agilidade enquanto capacidade física, pois ela é solicitada nas simples tarefas do dia-a-dia e nas atividades esportivas que conhecemos, como natação, basquete, handebol, ginástica olímpica, judô, capoeira, entre outras. Podemos conceituar agilidade como uma variável de aptidão física geral (neuromotora), caracterizada pela capacidade de trocas rápidas de direção, sentido e deslocamento da altura do centro de gravidade de todo o corpo ou parte dele.

TESTE DE 40 SEGUNDOS

Teste utilizado para medir indiretamente a potência anaeróbia total ( lática + alática ) do indivíduo. Este sistema é caracterizado por atividades de curta duração ( até aproximadamente 40 segundos ).

O avaliado deve percorrer a maior distância possível em 40 segundos. O ponto de referência será o local que o último pé tocou o solo quando for anunciado o término do teste. A medida deve ser feita com uma trena ou, quando possível, por visualização direta. A precisão do teste será em metros, não utilizando-se os cm.

FLEXIBILIDADE COM FLEXÍMETRO

A Flexibilidade é uma capacidade física que pode ser relacionada à saúde e ao desempenho desportivo e descreve a Amplitude de Movimento que uma articulação pode realizar. A Avaliação da Flexibilidade é importante para o exame físico, o qual permite ao professor de Educação Física, ou profissional da saúde, avaliar o nível da capacidade física do avaliado, as disfunções musculares ou articulares, predisposições a patologia do movimento e os avanços no treinamento ou na recuperação funcional. O objetivo deste teste é analisar precisamente os resultados dos testes, a fim de se indicar os efeitos dos exercícios de alongamento em benefício da saúde, do desporto ou da doença. Conforme o resultado da avaliação, é possível que alguns grupos musculares precisem de maiores índices de alongamento.

OS ALIMENTOS PODEM SER DIVIDIDOS EM TRÊS GRANDES GRUPOS:

CONSTRUTORES:

Os construtores são fontes de proteínas, cálcio e ferro. Alguns exemplos de alimentos construtores são as carnes, o leite e seus derivados, os ovos e leguminosas secas (feijão, grão de bico, soja, ervilha e lentilha).

REGULADORES:

Os reguladores são fontes de sais minerais, vitaminas e fibras. Como exemplo tem as hortaliças (verduras e legumes) e as frutas.

ENERGÉTICOS:

Os energéticos são fontes de carboidratos e gorduras. Citamos como exemplo os cereais, os feculentos (raízes de mandioca, cará, inhame, batata, etc.), os açúcares, o mel, as gorduras animais (manteiga, banha, toucinho) e as gorduras vegetais (óleo, margarina, banha vegetal.

 


Fonte: Physical Test Academic, Terra azul informática ltda.

Conceitos básicos na Educação Física

Por: Nino Severiano

A Educação Física (EF) trabalha a cultura corporal do movimento e desenvolvimento humano, nos jogos, esportes, danças, lutas, ginásticas e manifestações culturais; ou seja atividade física diversa.

A atividade física (AF) é entendida como todo movimento exercido pelos músculos que leva o gasto de energia acima do nível de repouso (descanso absoluto), é classificado como aeróbia aquela de longa duração e baixa intensidade como caminhar 30 minutos por exemplo nesta atividade necessita de captação O2 (Oxigênio), como energia para melhor desempenho; e anaeróbia aquela de curta duração e alta intensidade como exemplo: levantamento de peso, correr 50 metros numa maior velocidade; nesta atividade utiliza-se de fonte rápida de energia já armazenada na musculatura ATP/CP (adenosina trifosfato/creatina fosfato), não necessita de O2 como fonte de energia.

A Freqüência cardíaca (FC) é o ritmo das batidas do coração que em repouso gira em torno de 72 bpm (batidas por minuto) em pessoas normais. Em AF a FC tende aumentar o ritmo no entanto quando parar a AF o ritmo deve retornar ao normal, AF aeróbia é ótima para melhora cardiovascular, melhorando o ritmo cardíaco. A FC tem seu ritmo máximo ou seja FC Máxima que é a idade do individuo subtraída por 220; uma pessoa com 20 anos o seu coração bate 200bpm a FC máxima, por exemplo. A FC tem relação direta com a pressão arterial (PA), quando a FC aumenta a PA também aumenta isso fica evidente em atividade física, no entanto em repouso as mesmas devem ficar no seu nível normal.

Pressão arterial (PA) é definida como esforço do sangue nas paredes das artérias numa sístole ventricular, que em indivíduos normais deve ser de 120/080 mmHg (milímetros de mercúrio) acima desse dado é considerada pressão alta (hipertensão), vários fatores pode desencadear a hipertensão arterial como exemplo: emocional, hormonal, sedentarismo, altura, peso, ambientais e outros. A atividade física aeróbia é ótima para controle PA.

Obesidade é entendida como acúmulo de excessivo de gordura corporal que de acordo com índice de massa corporal (IMC) igual ou acima de 30, considerada o mal que assola a humanidade, deste modo deve ser tratada como questão de saúde pública, ocorre por distúrbio hormonal, inatividade física, má alimentação e por questão psicológica como exemplos. No entanto não se deve tentar somente com o IMC para saber se está com o peso corporal normal, o ideal é sabermos do peso total qual o percentual de gordura se tem, deste modo deve fazer uma avaliação mais detalhada a esse respeito não somente subir na balança e achar que esta cima do peso ou obeso, os dados tem que ser fidedignos e a coleta correta para ter os resultados almejados. A AF aeróbia é ótima para redução de gordura corporal no entanto para melhor desempenho deve se ter também uma dieta balanceada para alcançar os objetivos.

VOCÊ DEVE TER OBJETIVOS BEM DEFINIDOS

Em tudo que se propor a fazer deve ser feito com a maior eficiência, valorize sempre o fazer e fazer bem feito, isso na vida pessoal e profissional.

Hoje em dia se fala muito em sucesso, e ele está para todos basta acreditar, no entanto o primeiro passo é planejar e definir o objetivo e que este deve ser claro, com evidências nos pontos importantes em busca do sucesso almejado.

O respeito, a disciplina e o trabalho sério resultará em sucesso pode ser a curto, médio ou a longo prazo; por isso deve está explicito nos objetivos e estes devem ser passado e entendido por todos que irão fazer parte dele.

Muitos tentam mas poucos conseguem

Todo mundo tem um sonho a realizar, quem não sonha em ter sucesso no campo pessoal e profissional; todo sonho pode virar realidade. 

O sonhar é algo que nos deixa mais próximo de Deus, isso quer dizer que compartilhar seu sonho com ele com certeza o realizará.

Muitos tentam mas poucos conseguem realizar, pois acreditam que pode tudo sozinho o que não vira realidade, o sonho que é compartilhado com certeza virará realidade.

Deus nos deu a sabedoria e com ela a busca do sucesso, devemos saber e entender que ele sempre está no comando, e  você pode baseado nele na palavra dele.

“Tudo posso naquele que me fortalece”     

ORGANIZAÇÃO, PLANEJAMENTO, PERSEVERANÇA NO ESPORTE

A palavra planejamento está sendo colocada sempre no esporte; podemos citar vários exemplos de planejamento bem sucedido, a seleção de vôlei de Bernadinho atingiu por vários anos a hegemonia desse esporte coletivo alcançando vários títulos em disputa em que a seleção Brasileira esteve em seu comando; mas por outro lado também tem as outras seleções que fizeram seus planejamentos em busca do objetivo final que seria o titulo que nem sempre é alcançado. Então vamos pensar um pouco será que só planejar basta para alcançar os seus objetivos? Acredito que existe outros fatores importantes para alcançar o que almeja, todos planejam, neste caso o planejamento é o passo inicial a seqüência do trabalho depende dele, nos esportes só pode haver um vencedor e todos os outros participantes serão os vencidos; posso citar o futebol brasileiro como exemplo o brasileirão que está caminhando para sua finalização, tendo 05 equipes lutando para ser campeã, somente uma poderá  ser, neste caso, o São Paulo a frente seguindo pelo Flamengo, que realmente deve lutar para que o tricolor do morumbi não saia com o titulo pela quarta vez consecutiva, isso sim seria uma vergonha para os demais clubes participante deste certame, que dizem ser o mais disputado do planeta; deste modo falando de planejamento então será que o São Paulo planeja mais que os outros clubes? acredito que todos planejam no entanto a organização do planejamento que é a chave do sucesso, não existe planejar ação sem saber a missão, conhecer onde quer chegar com o seu planejamento; saber que é difícil a disputa que chegar ao pódio mais ainda, permanecer nele mais ainda, deste modo seria todos fracassados se o São Paulo levasse o caneco, elevaria a moral daqueles que querem acabar com a disputa de pontos corridos o campeonato que oportuniza a todos a busca da conquista, seria um fiasco para o futebol brasileiro se isso acontecesse. Para finalizar vou citar algo que vi no programa de sábado a tarde na tv globo o lata velha do Luciano Huck, onde apareceu O Wagner um Professor de Muay thai, que queria a reforma de seu Maverick 75, e saiu premiado com um seguro automóvel uma conta de 10 mil reais e ainda conseguiu um patrocínio de 01 mil reais durante um ano para treinar e realizar seu sonho de ser um lutador da UFC; ele só conseguiu por acreditar que podia, neste caso planejou suas ações, juntamente com dois amigos dançou vestido de drag queen apresentou no programa e saiu agraciado com que queria o seu carro reformado e ainda alcançou aquilo que almejava vai treinar com seus ídolos da UFC ou seja o vale tudo, esse exemplo também posso dizer que organizou, planejou e perseverou mesmo que parcialmente, neste caso somente o tempo vai mostrar se será um bom atleta mas valeu e gostei muito o que assisti um exemplo para aqueles que querem e tem medo de buscar, sempre digo uma frase que vi no filme Alexandre o grande “ A sorte favorece os Destemidos”.

Conceitos Básicos na Educação Física

Por: Nino Severiano

Pressão arterial (PA) é a pressão exercida pelo o sangue nas paredes das artérias numa sístole ventricular, que nos níveis normais deve ser de 120mmHG, por 080mmHG na diastole; vários fatores podem desencadear um aumento nesses níveis tais como: ambientais, psicológicos, hereditários, hormonais, alimentares, peso corporal, altura, sedentarismo e outros. A uma relação direta entre a (PA) e Frequência Cardíaca (FC), isso fica evidente com a atividade física.

Frequência Cardíaca (FC) é o ritmo das batidas do coração, que em repouso gira em torno de 72 batimentos por minutos (bpm); é a maneira eficaz  para determinar a intensidade do esforço em atividade física; quando estamos em repouso nosso coração bate lentamente, quando movimentamos o ritmo aumenta gradativamente; atividade física aeróbia melhora a captação de oxigênio consecutivamente melhora o ritmo das batidas do coração fazendo que tenha uma diminuição nesse ritmo. Quando estamos exercitando a (FC) aumenta consecutivamente a um aumento na (PA), que quando paramos esses níveis devem voltar ao normal; principalmente quando recuperar da atividade que esta a fazer. Indivíduo fisicamente ativo tem níveis ótimos na (PA) e (FC) que comprovadamente a melhora no sistema cardiovascular e cardio respiratórios adquiridos principalmente em atividades física aeróbia.

Atividade Física (AF) é todo movimento exercido pelos músculos que leva o gasto de energia acima dos níveis de repouso; quando estamos parados nosso coração bate lentamente em torno de 72 bpm, quando exercitamos esse nível aumenta. A atividade física é classificada em aeróbia e anaeróbia, ou seja: atividade de curta e longa duração, como correr 10 km e levantamento de peso, por exemplo; cada uma dessa modalidade necessita de fonte de energia diferente para se desenvolver.

A atividade aeróbia ou de longa duração com baixa intensidade, necessita de captação de oxigênio para em conjunto com os nutrientes serem metabolizados em energia.

A atividade anaeróbia ou de curta duração e alta intensidade onde não necessita de fonte de energia proveniente do oxigênio, neste caso utiliza de reações rápidas de energia armazenadas na musculatura para serem utilizadas de imediato, através das reações de quebras ATP/CP na musculatura simultaneamente.

Metabolismo Energético são reações químicas que sofrem os alimentos para serem transformados em energia, para serem utilizados diariamente e em atividade física. A uma necessidade diária de nutrientes tais como Carboidrato, proteína, lipídeo, vitamina e minerais que sofrem reações no ciclo de krebs e transformados em energia que devem ser gasto principalmente em atividade física, que quando não utilizadas ficam retidos em forma de gordura localizada principalmente nos tecidos, desencadeando males a saúde.

Saúde de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) é classificada como bem estar físico mental e social não apenas a ausência de doenças.

Obesidade é classificada como acúmulo excessivo de gordura corporal que desencadeia muitos outros males para a saúde quando não tratada, como Hipertensão arterial, diabetes, osteoporose, sedentarismo, artrose, artrite, e outros. É classificada mundialmente com o índice de massa corporal (IMC) acima de 29.0. O IMC é a estimativa encontrada através do peso corporal dividido pela altura (estatura)² do individuo, o dado encontrado é utilizado para saber se esta abaixo do peso, sobre peso ou obeso, essa estimativa não leva em consideração o biótipo do individuo bem como a massa corporal magra, esse dado é mais bem encontrados na antropometria e composição corporal, onde pode encontrar, do peso corporal total quanto por cento é de gordura corporal e quanto é de massa magra, esse dado é importante para aqueles que acredita que subir na balança pode mostrar que esta com excesso de gordura o que não é verdade; como exemplo: um individuo com 80 kg corporal total e com 15% de gordura corporal, nesse caso 12 kg é de gordura e o s restante 68 kg e massa corporal magra.

Noções de Fontes Energéticas

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TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA NO EXERCÍCIO

Durante o exercício máximo a produção de energia pelos músculos ativos pode ser mais de 100 vezes maior do que a de repouso.

• Durante exercícios menos intensos, porem persistentes, a demanda energética aumenta cerca de 20 a 30 vezes acima do nível de repouso.

SISTEMA ATP-PC OU FOSFAGÊNIO

• Libera energia através da quebra da ligação dos fosfatos de alta energia.

• A fonte mais rápida disponível de ATP para ser usada pelo músculo, pois:

• não depende de uma série de reações químicas

• não depende do transporte de O2 para o músculo

• APT e PC estão armazenados diretamente nos mecanismos contráteis do musculo

• Aplicação: Exercícios máximos em torno de 10 segundos

• Recuperação total: 6 horas

SISTEMA DO ÁCIDO LÁTICO OU GLICOSE ANAERÓBICA

Libera energia através da desintegração incompleta de uma das substancias alimentares – carboidratos (açúcar), em ácido lático – reações seqüenciais, liberando alta energia.

• A glicose anaeróbica:

• depende de uma série de reações químicas

• utiliza apenas carboidratos (glicogênio e glicose) como combustível alimentar

• não requer a presença de O2

• resulta na formação de ácido lático, que está relacionado com a fadiga muscular.

• Libera a energia suficiente apenas para a ressíntese de apenas alguns poucos moles de ATP.

• Aplicação: Exercícios máximos com duração entre 1 e 3 minutos.

Eficiência máxima – 40 à 45 segundos

Recuperação total: 24 horas

SISTEMA AERÓBICO

Libera energia através da desintegração do glicogênio com a presença de O2 , liberando energia, porém sem o acúmulo de ácido lático.

• A glicose aeróbica:

• libera energia para a produção de ATP graças a desintegração principalmente de carboidratos e gorduras, as vezes, de proteínas.

• requer a presença de O2

• necessita de uma série de reações química complexas (glicose aeróbica -ciclo de Krebs – sistema de transporte de elétrons)

• produção de grande quantidade de ATP.

• Aplicação: Exercícios sub-máximos com duração de 3 minutos podendo se prolongar por horas.

• Recuperação total: 48 horas – (72 horas aeróbico + anaeróbico)

Técnicas para aumento da flexibilidade articular

O aumento da flexibilidade articular é frequentemente um componente importante dos programas terapêuticos e de reabilitação e dos programas destinados ao treinamento de atletas para um determinado tipo de esporte.

Aumentar ou manter a flexibilidade envolve o alongamento dos tecidos colágenos, particularmente dos ligamentos e músculos, que limitam o AM de uma articulação.

Várias técnicas de alongamento destes tecidos podem ser usadas, algumas sendo mais efetivas que outras.

O alongamento pode ser feito tanto ativa quanto passivamente.

O alongamento ativoé produzido pela força de tensão gerada pêlos músculos do lado oposto da articulação onde estão os músculos, tendões e ligamentos a serem alongados.

O alongamento passivoenvolve o uso da força gravitacional, da força aplicada por outro segmento corporal ou da força aplicada por outra pessoa para alongar os tecidos colágenos que atravessam a articulação.

O alongamento ativo fornece duas vantagens: primeiro, a ação dos fusos musculares estirados, no interior dos grupos musculares que estão fornecendo a força, suprime o desenvolvimento de tensão ativa nos grupos de músculos que estão sendo alongados (6);segundo, os grupos musculares usados para desenvolver a força são exercitados.
Com o alongamento passivo, o movimento pode ser conduzido além do AM conseguido com o alongamento ativo, porém mostra a desvantagem de aumentar o risco de lesão.

Os alongamentos ativo e passivo podem ser feitos tanto estática quanto balisticamente. Em um alongamento estático, o movimento é extremamente lento, e quando a posição articular desejada é alongada, ela é mantida estaticamente por cerca de 10 a 30 segundos. O alongamento vigoroso ou balístico utiliza o momento dos segmentos corporais para estirar a posição articular até ou além dos limites do AM. Pelo fato de o alongamento balístico ativar o reflexo de estiramento e resultar no desenvolvimento imediato de tensão nos músculos alongados, pode ocorrer lesão nos tecidos colágenos.

Um procedimento efetivo e cada vez mais utilizado para aumentar o AM articular é a facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP) (veja o Cap. 4). A FNP é baseada nas respostas dos órgãos tendinosos de Golgi nos tendões musculares. Embora as bases neuromusculares para a FNP ainda não estejam completamente entendidas (8), elas vêm se mostrando mais efetivas que outras técnicas para o aumento da AM articular (5, 13).

clip_image002Alongamento ativo: (Fig. Ao lado)

Alongamento dos músculos, tendões e ligamentos, produzido pelo desenvolvimento de tensão ativa nos músculos antagonistas.

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Alongamento passivo:

Alongamento dos músculos, tendões e ligamentos, produzido por uma força de estiramento outra que não a tensão nos músculos antagonistas.

O alongamento passivo (sem a contração do grupo de músculos antagonistas) pode ser aplicado com a ajuda de um auxiliar.

• Alongamentos balísticos ou dinâmicos podem ser perigosos porque tendem a promover contração dos músculos que estão sendo estirados e o momento gerado pode conduzir os segmentos corporais além de seus arcos de movimentos normais e estirar ou romper os tecidos colágenos.

A facilitação neuromuscular proprioceptiva é uma técnica de alongamento efetiva baseada na evocação de reflexos.

Referência:

Susan Hall, Biomecânica Básica – 1a. Ed., R.J.,1993. Ed.G.Koogan – Cap.5 – pág.88