Confraternização Semana das Crianças Futcia sub 08 x Proj 2º tempo Prof. Marcelo Paiva

Partida realizada no Ginásio da E.E Leonina Mourthe de Araújo, Comemoração Fraternal dos dias das Crianças...

Conquistar…

A história nos mostra que nas vitórias, nas derrotas, bem como nas conquistas; necessitam apenas de ter: A Coragem e O Medo.
A coragem em vencer e o medo de perder; ambas estarão presente, a escolha é sua. Quem merece vencer é quem não teme perder, a certeza o levará as conquistas.

Futebol pode ser competitivo sem ser trunculoso…

http://www.youtube.com/watch?v=Ylgxgv0b7RE&feature=plcp

http://www.youtube.com/watch?v=2Gq6aAJ54cE

Ronan Zagueiro

http://www.youtube.com/watch?v=INZdnuBkunA

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Treinamento de corrida cross country

No Brasil ele não é muito praticado, apesar de não ser difícil encontrar locais arborizados, com percursos irregulares, próprios para um cross country. Os resultados de treinos desse tipo são fantásticos, como provam, aliás, os quenianos e etíopes, que desde criança correm pelo campo

Os corredores com pretensão ao pódio precisam treinar de forma intensa e com orientação profissional, enquanto para a maioria dos seres mortais, entre eles os corredores comuns, bastam que sejam bem DESENVOLVIDAS a capacidade aeróbia, a anaeróbia, a força e a velocidade. Ou seja, a capacidade de resistir por muitos quilômetros a uma velocidade satisfatória, sem se cansar e sem se machucar.

Por vários meses enfocamos o modo de DESENVOLVER a força através da musculação, considerando a importância dessa valência física para o corredor de qualquer categoria. Sabemos também que boa parte dos corredores, por melhores que sejam os álibis, não adota a musculação.

Por isso, uma outra forma de desenvolver a força, a resistência, a VELOCIDADE, a coordenação motora e mais um pouquinho, de forma natural, é o treinamento de cross country. Ou seja, ao ar livre, em terreno acidentado com vários obstáculos naturais, tais como subidas com inclinações diferentes, descidas, troncos de árvores que obriguem saltar, pequenos riachos, grama e terra batida.

Esse tipo de treinamento talvez tenha sido um dos primeiros que surgiu na preparação de corredores, se considerarmos que antigamente, muito antigamente, não existiam tantas ruas asfaltadas, pistas de atletismo, esteiras elétricas e outras facilidades que temos hoje. Corria-se naturalmente pelos campos e vázeas subindo, descendo e transpondo obstáculos.

Os melhores fundistas do mundo, que são os quenianos, têm as suas bases de treinamento calcadas no cross country e não é a toa que são campeões mundiais na modalidade, reinado passado de queniano para queniano. A escola portuguesa também durante bom tempo revelou atletas com bases construídas nesse tipo de treinamento que lá eles chamam de “corta-mato”.

Alguns treinadores chegaram, em épocas passadas, a defender o cross country, alardeando que o atleta bom nesse tipo de prova estava pronto para qualquer outra. A gente sabe que também não é bem assim. Nenhum treinamento é perfeito por si só, embora num percurso de cross bem planejado possamos fazer vários tipos de treinamento, tais como intervalado, fartleck e até os longos controlados volta a volta.

Contam os alfarrábios que o cross country teve origem na Inglaterra, lá por 1870, com uma brincadeira chamada de “caça ao coelho”, jogo em que os PARTICIPANTES ou equipes tinham de fazer um percurso pelos campos, sem errar, marcado com papel deixado por uma equipe adversária, razão pela qual também era chamada de “caça ao papel”. Durante bom tempo foi praticado principalmente pelas universidades em seus campos de rugby.

O sucesso foi tanto que outros países aderiram até ser adotado pela IAAF (Federação Internacional de Atletismo) com regras e distâncias definidas pelas categorias masculina e feminina adulta e juvenil.

AS VALÊNCIAS FÍSICAS DO CROSS COUNTRY

Condicionamento aeróbio

É a principal delas. Para correr 12 quilômetros, medida sugerida pela IAAF para os adultos, em terreno difícil é preciso resistência, como normalmente chamamos essa valência física. Como o percurso normalmente é marcado numa pista de 2 a 4 quilômetros é possível fazer uma evolução de treinamento lento, gradual e progressivo.

Força explosiva e agilidade

Embora não seja a valência física mais importante do corredor fundista, a potência muscular influencia no rendimento global do atleta porque tem a ver com o sustento da velocidade final. Como já vimos em matérias anteriores, potência e velocidade estão intimamente ligadas, uma vez que, por definição, potência é igual à força x velocidade. No treinamento de cross, a transposição de obstáculos, como troncos de árvores e pequenos riachos, que obrigam o atleta saltar, estimula o desenvolvimento da força explosiva. Na prática, em determinadas corridas de rua não é raro o uso dessa valência quando o corredor tenha que se desvencilhar de pequenos obstáculos como saltar para a calçada e voltar para a pista de rolamento, saltar sobre buracos na pista, acelerar para passar na frente de alguém ou até mesmo desviar de transeuntes.

Força resistente

Hoje a maioria dos treinadores concorda com os benefícios que a corrida em ladeira proporciona, principalmente no que diz respeito ao fortalecimento das pernas usando apenas o peso do próprio corpo. Esse fortalecimento não fica restrito às pernas. Todo o sistema cardiovascular se beneficia também, traduzido pelas freqüências cardíacas máxima, mínima e de repouso facilmente comprovado. Na prática, são poucas as provas que não tenham ladeira e muitos os atletas que reclamam delas, geralmente aqueles acostumados a treinar apenas no plano, criando uma falsa idéia que estão bem.

Velocidade plena

Pela lei da natureza tudo que sobe, desce. Se por um lado correr na descida favorece o desenvolvimento da velocidade, ritmo e equilíbrio, em contrapartida só se deve aproveitar a descida se estiver bem preparado para isso, com um treinamento adequado. Por conta do impacto muito maior que três vezes o peso corporal, correr na descida pode gerar problemas de joelho, panturrilhas e toda a musculatura posterior da coxa muito solicitada nessa atividade. Por isso, no início do treinamento de cross country, as descida, como são inevitáveis porque elas estão lá, devem ser feitas com muito cuidado sem nenhuma preocupação de melhorar a velocidade. Suba o mais rápido possível e desça devagar.

Coordenação motora

Essa valência física é estimulada o tempo todo durante o percurso porque é impossível correr sem olhar para o chão sempre irregular. No início, as chances de torções de tornozelo são maiores, mas com o tempo o corpo começa a estimular o mecanismo reflexo e o pé já não vira com tanta facilidade. Além disso, essa irregularidade do piso acaba desenvolvendo os menores músculos do pé e os profundos da perna (que ficam por baixo dos mais conhecidos e/ou entre os ossos) proporcionando mais estabilidade no gesto esportivo.

Ritmo

Essa é uma palavra que faz parte do vocabulário do corredor, mas que poucos conseguem aplicar na prática. É comum ao final de uma prova os corredores comentarem que fizeram “tantos minutos por quilômetro”. Na verdade dividem o tempo pelos quilômetros da prova, mas não fizeram a média em toda a corrida. A maioria sai mais forte do que chega, exatamente porque treina assim. O treinamento moderno e que dá confiança ao atleta é dividir a prova em três terços. Largando com certa tranqüilidade, entrar no ritmo proposto no segundo terço e se possível até aumentar no terceiro. Como geralmente um percurso de cross se monta num traçado de dois a quatro quilômetros, é muito fácil treinar ritmo fazendo passagens progressivas, mais rápidas. Além do mais, isso permite começar fraco, para melhor dominar os obstáculos, escolhendo a melhor técnica de transposição de cada um. Outro fato interessante é que, por melhor ou pior que seja o percurso no conceito de cada um, sempre aparecem um ou mais trechos interessantes, que permitem aumentar a velocidade ou que cada corredor tenha mais domínio. Ou seja, fazendo uma analogia com as corridas de carros, seriam os pontos de ultrapassagem.

Conclusões finais.

Qualquer que seja o objetivo de cada um no esporte, desde o simples desejo de bem estar e qualidade de vida até a busca de desempenho de elite, a preparação física vem se aperfeiçoando cada vez mais com técnicas aprimoradas. Derrubar novos recordes é cada vez mais difícil, mas são derrubados. Ao cidadão comum as novas técnicas representam mais segurança e também é preciso fazer tudo certinho e planejado. Nos preparamos para fazer cursos, concursos, casar, descasar, ter filhos, netos e tudo o mais. A prática esportiva sem um mínimo de organização não leva a lugar nenhum. Só a lesões.

Fontehttp://revistacontrarelogio.com.br / Edição 170 – 11/2007 –  Luiz Carlos de Moraes

Anvisa alerta para risco de consumo de suplemento alimentar

O consumo de alguns suplementos alimentares, como Jack3D, Oxy Elite Pro, Lipo-6 Black, entre outros, pode causar graves danos à saúde das pessoas. É o que alerta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em informe, publicado nesta terça-feira (10/7).

De acordo com o alerta da Agência, alguns desses suplementos contêm ingredientes que não são seguros para o consumo como alimentos ou contêm substâncias com propriedades terapêuticas, que não podem ser consumidas sem acompanhamento médico.  Os agravos à saúde humana podem englobar efeitos tóxicos, em especial no fígado, disfunções metabólicas, danos cardiovasculares, alterações do sistema nervoso e, em alguns casos, levar até a morte.

“O forte apelo publicitário e a expectativa de resultados mais rápidos contribuem para uso indiscriminado dessas substâncias por pessoas que desconhecem o verdadeiro risco envolvido”, afirma o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Anvisa, José Agenor Álvares. O alerta da Anvisa ressalta, ainda, que muitos desses suplementos alimentares não estão regularizados junto à Agência e são comercializados irregularmente em nosso país.

Segundo o diretor da Anvisa, são produtos fabricados a partir de ingredientes que não passaram por avaliação de segurança. “Esses suplementos contém substâncias proibidas  para uso em alimentos como: estimulantes, hormônios ou outras consideradas como doping pela Agência Mundial Antidoping”, explica Álvares.

DMAA

Recentemente, a Organização Mundial de Saúde, por meio da Rede de Autoridades em Inocuidade de Alimentos, alertou que vários países têm identificado efeitos adversos associados ao consumo da substância dimethylamylamine (DMAA), presente em alguns suplementos alimentares. O DMAA é um estimulante usado, principalmente, no auxílio ao emagrecimento, aumento do rendimento atlético e como droga de abuso.

Essa substância,  que tem efeitos estimulantes sobre o sistema nervoso central, pode causar dependência, além de outros efeitos adversos, como insuficiência renal, falência do fígado e alterações cardíacas, e pode levar a morte. Alguns países já proibiram a comercialização de produtos que contém DMAA, como Austrália e Nova Zelândia.

“O DMAA tem sido adicionado indiscriminadamente aos suplementos alimentares, apesar de não existir  estudos conclusivos sobre a sua dose segura”, afirma Álvares. No Brasil, o comércio de suplementos alimentares com DMAA também é proibido.

Na última terça-feira (3/7), a Anvisa incluiu o DMAA na lista de substâncias proscritas no país, fato que impede a importação dos suplementos que contenham a substância, mesmo que por pessoa física e para consumo pessoal. Entre os suplementos alimentares que possuem DMAA estão: Jack3D, Oxy Elite Pro, Lipo-6 Black, entre outros.

Importados

A regulamentação sanitária brasileira permite que pessoas físicas importem suplementos alimentares para consumo próprio, mesmo que esses produtos não estejam regularizados na Anvisa. Entretanto, esses suplementos não podem ser importados com finalidade de revenda ou comércio ou conter substâncias sujeitas a controle especial ou proscritas no país, como é o caso do DMAA.

Cada país controla esses produtos de maneira específica e, em muitos casos, não são realizadas avaliações de segurança, qualidade ou eficácia antes da entrada desses suplementos no mercado.  “Os consumidores devem estar atentos e checar se esses suplementos foram avaliados por autoridades sanitárias do país de origem e se não foram submetidos ao processo de recolhimento”, orienta o diretor da Anvisa.

Brasil

No Brasil, alimentos apresentados em formatos farmacêuticos (cápsulas, tabletes ou outros formatos destinados a serem ingeridos em dose) só podem ser comercializados depois de avaliados quanto à segurança de uso, quando se considera eventuais efeitos adversos já relatados. Além disso, precisam ser registrados junto à Anvisa antes de serem comercializados.

De acordo com o diretor da Anvisa, produtos conhecidos popularmente como suplementos alimentares não podem alegar propriedades ou indicações terapêuticas. “Propagandas e rótulos que indicam alimentos para prevenção ou tratamento de doenças ou sintomas, emagrecimento, redução de gordura, ganho de massa muscular, aceleração do metabolismo ou melhora do desempenho sexual são ilegais e podem conter substâncias não seguras para o consumo”, alerta Álvares.

Confira aqui o alerta da Anvisa sobre o caso
 

Dicas para identificar suplementos que não estão regularizados no Brasil
– Promessas milagrosas e de ação rápida, como “Perca 5 kg em 1 semana!”;
– Indicações de propriedades ou benefícios cosméticos, como redução de rugas, de celulite, melhora da pele etc.
– Indicações terapêuticas ou medicamentosas, como cura de doenças, tratamento de diabetes, artrites, emagrecimento, etc.
– Uso de imagens e ou expressões que façam referência a hormônios e outras substâncias farmacológicas;
– Produtos rotulados exclusivamente em língua estrangeira;
– Uso de fotos de pessoas hiper-musculosas ou que façam alusão à perda de peso;
– Uso de panfletos e folderes para divulgar as alegações do produto como estratégia para burlar a fiscalização;
– Comercializados em sites sem identificação da empresa fabricante, distribuidora, endereço, CNPJ ou serviço de atendimento ao consumidor.
Recomendações aos consumidores
Se você usa ou tem intenção de usar “suplementos alimentares”, a Anvisa recomenda:
– Solicite auxílio de seu nutricionista ou médico para a identificação de produtos seguros e regularizados junto à Anvisa;
– Desconfie se o produto for “bom demais para ser verdade”! Ter um corpo definido e emagrecer nem sempre é rápido ou fácil, principalmente de forma saudável;
– Consumidores que adquiriram produtos que contém DMAA na composição devem buscar orientação junto à autoridade sanitária local sobre a destinação adequada dos mesmos;

– Mais informações podem ser obtidas junto à Central de Atendimento da Anvisa: 0800 642 9782

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Fonte: http://portal.anvisa.gov.br Postado em 10 de julho de 2012

Samuel Alves Lateral…

http://www.youtube.com/watch?v=mhCaZzikG34

A oportunidade é uma ferramenta para…

Acreditar é um bom começo, quando se  tem um projeto a realizar; no entanto a oportunidade possa ser entendida como uma ferramenta para alcançar o seu sucesso, deste modo aproveitar a oportunidade da melhor forma fará que sua sorte seja a melhor possivel em todos os meios pessoal e profissional pense nisso…

 

ANÁLISE DA RELAÇÃO AGONISTA/ANTAGONISTA DE QUADRÍCEPS/ISQUIOTIBIAIS EM ATLETAS DE FUTEBOL

ANÁLISE DA RELAÇÃO AGONISTA/ANTAGONISTA DE           QUADRÍCEPS/ISQUIOTIBIAIS EM ATLETAS DE FUTEBOL

NINO ANTÔNIO SEVERIANO 

                                                   RESUMO 

Este trabalho tem como objetivo fazer um estudo sobre a análise da relação agonista/ antagonista de quadríceps/isquiotibiais em atletas mirins de futebol e identificar as causas que possuem desequilíbrio de grupos musculares antagonistas nestes atletas. Antes porém, é preciso responder algumas questões tais como: Qual é a realidade do futebol mundial ? O que esta situação propicia aos esportistas? Analisamos modelos de 21 atletas, jogadores de futebol.Buscamos avaliar o equilíbrio de grupos musculares antagonistas (quadríceps/isquiotibiais), com o protocolo Isokinetic Bilateral, onde se exigiu dos atletas extensão e flexão do joelho em duas velocidades distintas 60º/s e 180º/s, o quadríceps e isquiotibiais atuaram concentricamente na execução.Na análise constatamos que na velocidade 60º/s, 12 atletas (57%) não apresentaram desequilíbrio entre antagonistas (Quadríceps/Isquiotibiais), sendo que nesta mesma velocidade 9 atletas (43%), houve desequilíbrio significativo +/- 15%. Os resultados mostraram que a diferença existente remete a maior precaução quanto à lesão suscetível de alguns atletas. No grupo de 21 atletas, 38% dos mesmos, apresentaram alguma forma de desequilíbrio, seja a 60º/s ou 180º/s, mas sendo bem orientados, conseguirá evitar lesões futuras. Como conclusão apresento que visando dar maior qualidade ao trabalho na preparação física dos atletas os dados obtidos servem como alerta para uma atenção e cuidado no treinamento à reabilitação dos futuros atletas.

PALAVRAS-CHAVE: Desequilíbrio muscular, Lesão muscular, Avaliação isocinética no Futebol.

 Introdução

O futebol é um esporte que encanta a todos que assistem ou ouvem nos rádios. O sonho da maioria dos meninos e algumas meninas é ser jogadora de futebol e os pais são os grandes incentivadores dessa profissão, investindo alto em seus pequenos atletas.

Existem cada vez mais escolas especializadas neste esporte. É sem dúvida uma paixão nacional que está inserida em todas as camadas sociais do Brasil e do mundo. A criança já entende através da comunicação televisiva que o futebol é um esporte que se ganha muito dinheiro, mas lamentavelmente não conhece também os riscos que pode sofrer nesta profissão tão cobiçada e rentável.

Muitos são os casos de atletas que sofreram bastante praticando arduamente o desporto e a mídia divulgou muitas situações vividas por eles, os quais foram prejudicados ao investirem no futebol, visando o aperfeiçoamento físico. Por diversas vezes este desporto deixou de ser um belo espetáculo, anunciando grandes tragédias, frustrações, acabando de vez com os sonhos de vários desportistas e com muitos prejuízos para o clube.  Sérgio et al(2012) afirma que: Esse esporte é responsável por 50 a 60% de todas as lesões esportivas, sendo responsável por um alto índice de afastamento dos atletas de jogos e treinamentos. Esse afastamento resulta em prejuízos econômicos tanto para os atletas como para os clubes (3-4). Vale ressaltar que entre as situações vividas por eles podemos citar o desequilíbrio de grupos musculares antagonistas (quadríceps/isquiotibiais) em atletas de futebol, sendo o causador de um grande número de lesões decorrentes de sua prática de sucessivos exercícios regulamentados.

Este trabalho tem como objetivo fazer um estudo sobre a análise da relação agonista/ antagonista de quadríceps/isquiotibiais em alguns atletas de futebol. Antes porém, é preciso responder algumas questões tais como: Qual é a realidade do futebol mundial ? O que esta situação propicia aos esportistas? A que se deve o elevado número de lesões que ocorrem nesta prática desportiva?

Analisamos modelos de 21 atletas mineiros de elite, jogadores de futebol, da equipe “Mirim” do Clube Atlético Mineiro, realizada na Escola de Fisioterapia da UFMG, em 12/04/2011 de modo espontâneo e facultativo. O presente trabalho foi desenvolvido a partir de uma pesquisa bibliográfica. A forma de estudo adotada foi de natureza explicativa com abordagem  qualitativa, tendo como instrumentos:  artigos científicos, bibliografia, internet, revistas, notícias e documentos.

É alarmante o número de atletas que são lesionados por desequilíbrio de grupos musculares antagonistas (quadríceps/isquiotibiais), de futebol. E o interesse de profissionais especializados neste assunto,  envolvidos no trabalho de base com relação à prevenção desta triste realidade cresce a cada dia. Lopes ( 2012) afirma que: “Atualmente, a maior parte das lesões não está relacionada a pancadas, mas sim a movimentos de rotação e explosão muscular”.      

Deste modo, o objetivo do trabalho é verificar e identificar as causas que possuem desequilíbrio de grupos musculares antagonistas (quadríceps/isquiotibiais), em atletas de futebol.  Abordar a prevenção de lesões musculares dos isquiotibiais com a utilização da avaliação isocinética.

A realidade do futebol mundial exige que os atletas estejam muito bem preparados fisicamente. Esta situação propicia um número maior de contatos corporais entre os atletas e, por conseqüência, um elevado número de lesões por traumatismos. Além disso, os exaustivos treinamentos e jogos ocasionam lesões por estresse. Tal contexto não se verifica, exclusivamente, no nível profissional. Da mesma maneira, nas categorias de base, os jovens futebolistas já são bastante exigidos e apresentam uma série de lesões. Lopes ( 2012) enfatiza que: Em uma análise dos prontuários médicos de oito times profissionais, ortopedistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) constataram que as lesões por choque entre jogadores (as chamadas contusões) representaram apenas 24,1%, contra 39,2% de lesões musculares, 17,9% de torções e 13,4% de tendinites. Além disso, o estudo apontou que 72,2% das lesões ocorreram em membros inferiores, com predomínio na coxa (34,5%), no tornozelo (17,6%) e no joelho (11,8%). “O maior risco é o desequilíbrio muscular, principalmente do membro inferior. Aí começam as lesões de adutores ou de músculos posteriores da coxa” justifica (GREVE, 2003 pág.195). Em função disso a força muscular é influenciada pelo gênero e maturidade sendo uma aptidão física favorável ao bom desempenho no futebol.

A musculatura isquiotibial é freqüentemente lesada nos esportes que exigem alta velocidade de arrancada como nos corredores de curtas distâncias e jogadores de futebol. O principal mecanismo associado a lesões do futebol é indireto, ou seja, independente do contato físico entre os jogadores (1-2,4). Somada a hipertonicidade, freqüentemente encontrada na musculatura destes atletas, a diminuição da elasticidade e a necessidade de se opor as grandes forças simultâneas da flexão do quadril e da extensão do joelho, o isquiotibial é altamente exigido na contração excêntrica, que é exatamente o mecanismo da lesão deste grupo muscular.  Lopes (2012) sustenta que:

“A cada 6 segundos o jogador de futebol faz um movimento inesperado. Articulações e músculos foram feitos para mexer, mas o ser humano ultrapassa os limites de movimentação do seu corpo e aí ocorrem as lesões”, diz o ortopedista Moisés Cohen, que coordenou o levantamento da Unifesp e já operou craques como Raí e Vampeta.

Felizmente a partir dessa reflexão, pode-se dizer que temos a avaliação isocinética que tende a minimizar estes possíveis desequilíbrios na relação (quadríceps/isquiotibiais). E o perfil do jogador quanto a sua formação de base poderá minimizar processos futuros de lesões. As lesões associadas à prática do futebol podem acometer as mais diversas articulações do corpo(2,4,8). Segundo Silva, et al(2002, pág.35) (9):” 68-88% dessas lesões acometem as articulações do joelho e tornozelo”. Com base em GREVE ( 2003, pág.15 ) o principal mecanismo associado a lesões do futebol é indireto, ou seja, independente do contato físico entre os jogadores(1-2,4). Os fatores associados a esse mecanismo podem ser extrínsecos e/ou intrínsecos ao atleta(2,5). Os principais fatores extrínsecos são o local de treinamento, o equipamento utilizado e as condições ambientais(1-2). Os fatores intrínsecos incluem o desempenho muscular, que pode ser caracterizada pela capacidade dos músculos de produzir torque, trabalho, potência e resistência.

É importante ressaltar que realizamos a pesquisa com o uso do equipamento de mensuração da performance muscular Biodex System 3 Pro. Este equipamento usa o princípio isocinético (registro de torques musculares em velocidades constantes), conhecido como dinamômetro isocinético, permite a análise do torque, tempo de reação, potência, trabalho e resistência de vários grupos musculares.

Estas análises dessas perspectivas podem ser feitas de forma isocinética, com velocidade variável, isotônica ou isométrica. Devido a sua versatilidade e comprovada validade no meio científico, os dinamômetros isocinéticos podem ser empregados em uma variedade de pesquisas nas quais sejam necessárias medidas da performance muscular. A pesquisa foi realizada na Escola de Fisioterapia da UFMG, fazendo uso Biodex System 3 Pro, na data 12/04/2011. Estudamos os modelos de 21 atletas “mirins” mineiros de elite, na categoria de base do Clube Atlético Mineiro, onde se buscou avaliar o equilíbrio de grupos musculares antagonistas (quadríceps/isquiotibiais). Na análise utilizamos o protocolo Isokinetic Bilateral, onde se exigiu dos atletas extensão e flexão do joelho em duas velocidades distintas 60º/s e 180º/s, sendo que o quadríceps e isquiotibiais atuaram sempre concentricamente na execução. A participação de todos os envolvidos na coleta de dados foi de caráter facultativo. Ao participarem dos testes, os atletas envolvidos eram orientados e explicamos quanto aos objetivos da pesquisa e a aplicação dos dados obtidos. Já em relação à velocidade 180º/s, constatamos que 14 atletas (67%), não apresentaram este desequilíbrio (quadríceps/isquiotibial), sendo que 7 atletas (33%), apresentaram desequilíbrio significativo +/- 10%.Da amostra analisada vale ressaltar que na velocidade 60°/s, 12 atletas (57%) não apresentam desequilíbrio entre antagonistas (quadríceps/isquiotibiais), sendo que nesta mesma velocidade 9 atletas (43%), apresentaram este desequilíbrio significativo +/-15%. Dando prosseguimento à análise dos jogadores de futebol, que são integrantes da equipe “Mirim” do Clube Atlético Mineiro, os mesmos se encontraram em atividade 3 vezes por semana e participaram da investigação de forma espontânea e facultativa.

TECNOLOGIA E PRATICIDADE EM PROL DA SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA

O Isocinético Biodex System 3 Pro dispõe de tecnologia avançada, versátil e confiável,desenvolvida para testar e reabilitar o sistema músculo-esquelético humano. Os modos de operação para exercícios e teste incluem as funções isocinético, passivo, isométrico, isotônico e excêntrico reativo, oferecendo todos os recursos necessários para avaliações ortopédicas, pediátricas e esportivas. Em função disso utilizamos um equipamento de mensuração da performance muscular (Biodex System 3 Pro), este equipamento usa o princípio isocinético (registro de torques musculares em velocidades constantes), conhecido como dinamômetro isocinético, permite a análise do torque, tempo de reação, potência, trabalho e resistência de vários grupos musculares. Estas análises podem ser feitas de forma isocinética (com velocidade variável), isotônica ou isométrica. Devido a sua versatilidade e comprovada validade no meio científico, os dinamômetros isocinéticos podem ser empregados em uma variedade de pesquisas nas quais sejam necessárias medidas do desenvolvimento muscular. Pode-se inferir que essas variáveis são importantes para o diagnóstico, pois complementaram informações subjetivas e parciais de um exame clínico. Siqueira (2002, pág.17) salienta que:”O primeiro dinamômetro isocinético utilizado no Brasil foi implantado em 1990 no Hospital das Clínicas (SP), tendo iniciado suas atividades no ano seguinte”. Atualmente há variedades de dinamômetros aptos a avaliações, tratamentos, treinamentos e pesquisas em universidades, clínicas e clubes esportivos. Há um grande número de médicos e terapeutas lidando diretamente com exercícios isocinéticos. A tecnologia aliada à formação profissional tem garantido a boa performance do atleta na sua atividade. Em função disso o dinamômetro isocinético computadorizado Cybez atua em quatro áreas distintas: 

Prevenção ( na avaliação das lesões do sistema músculo-esquelético). Destaque para as avaliações e desequilíbrios musculares. Reabilitação ( fornece dados para condutas e altas terapêuticas). Esporte (favorece a melhoria da capacidade muscular para o desempenho adequado). Pesquisa ( os equipamentos fornecem dados estatísticos, além de estabelecer dados normativos para a população estudada).

Através destes equipamentos foi possível avaliar as variáveis da função muscular durante a realização de exercícios em velocidades angulares. São aqueles que simulam a performance humana durante as atividades esportivas em geral. O significado clínico da medida das variáveis da função muscular, significativamente e especificamente complementaram informações subjetivas e parciais para exame clínico ou medida somente da força muscular, realizada através de métodos convencionais e movimentos em velocidade não convencionais.

As lesões articulares e musculares encontram na dinamometria computadorizada, um moderno recurso para tratamento. Técnica usualmente administrada por fisioterapeutas. A dinamometria computadorizada permite o diagnóstico preciso de déficits de forma muscular de atletas, indivíduos sedentários e portadores de lesões neuromusculares e osteoarticulares. Para exemplificar, é o caso das avaliações e programas de repotencialização da função muscular utilizando parâmetros de peak torque (força máxima), potência, trabalho, resistência e fadiga muscular, o que fornece o conhecimento da condição física do indivíduo quanto à performance muscular do sistema apendicular. O relatório foi expresso em dados quantitativos (déficits em comparação bilateral e agonista/antagonista unilateral).

A partir dessa reflexão, pode-se dizer que os resultados nos mostram que a diferença existente agonista/antagonista remetem a maior precaução quanto à lesão suscetível de alguns atletas. No grupo de 21 atletas, 38% dos mesmos, apresentaram alguma forma de desequilíbrio, seja a 60º/s ou 180º/s, mas sendo bem orientados a partir de categorias inferiores ao profissional, conseguiremos evitar lesões futuras.

Considerações Finais

Todo menino ou menina tem o direito de sonhar. Não podemos permitir que os seus sonhos morram na praia, temos o dever de instruí-los sobre o melhor equipamento a utilizar, orientá-los sobre a profissão que almejam e alertá-los também sobre a prevenção de lesões musculares dos isquiotibiais com a utilização da avaliação isocinética, os riscos que podem correr se os exercícios físicos forem em excesso, sem cuidado, ou sem ajuda de um bom profissional competente; caso seja esta carreira que desejam seguir e possam terminá-la com muito sucesso.  Os pais  tem grande influência e importância na realização ou não, desse sonho tão almejado pelos futuros atletas mirins.

É possível e urgente mudar o local de treinamento, os equipamentos utilizados e as condições ambientais de nossos desportistas. O presente estudo veio de encontro a novas tendências cientificas, que visaram melhorar os treinos dos esportistas e dar maior qualidade ao trabalho na preparação física nos clubes. Muitas técnicas de avaliação de força muscular apresentaram limitações na mensuração, principalmente relacionada à avaliação dinâmica, o que fica mais bem posto através deste método empregado.

Os dados mencionados, normativos e estabelecidos podem ser utilizados como valores de referência na prevenção para treinamento e na reabilitação dos atletas iniciantes ou aqueles que se diagnosticarem tal problema antecipadamente, além de servirem de referência para futuros estudos que tenham como objetivo relacionar os parâmetros de performance muscular à incidência de lesões no futebol.

 Referências:

GREVE, Júlia Maria D’Andrea et al. Avaliação isocinética dos inversores e reversores de tornozelo: estudo comparativo entre atletas de futebol e sedentários normais. Revista Brasileira e Fisioterapia. São Carlos: v.7, n.3, 2003.

_________ Avaliação isocinética do joelho do atleta. Revista brasileira medicina do esporte. São Paulo: v.7, n.2, p.62 – 66, 2005.

LOPES, Artur Louback. Quais são as principais lesões de um jogador de futebol?Disponível:http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quais-sao-as-principais-lesoes-de-um-jogadorde-futebol.  acesso em 11/02/2012. SÉRGIO, Teixeira da Fonseca et al. Caracterização da performance muscular em atletas profissionais de futebol. Revista da sociedade de Medicina de esporte. Disponível: http://www.mendeley.com/research/caracterizao-da-performance-muscular-em-atletas-profissionais-futebol acesso em 12/02/12.

SILVA, Paulo  Ricardo Santos da Silva et al. Aspectos descritivos da avaliação funcional de jogadores de futebol. Revista Brasileira de Ortopedia. São Paulo: , v.37, n.6, p.205 – 210, 2002.

SIQUEIRA, Cassiano Medeiros et al isokinetic dynamometry of knes flexors and extensors: comparative study among non athletes; jumper athletes and runner athletes. Revista do Hospital das Clínicas. São Paulo: , v.57, n.1, p.19 – 24,2002.

Metabolismo e Atividade Física – Os “fat burner” queimadores de gordura. Quer EMAGRECER então leia até o final!

Quem não pensou, pelo menos uma vez na vida, em tomar uma pílulazinha para reduzir a quantidade de gordura corporal. No mercado hoje em dia diversas substâncias com efeitos diversos estão a venda. Será que elas funcionam? Para entendermos este fato vamos verificar como isto funciona. 

Toda vez que apresentamos um consumo elevado de gordura ou uma sobra de energia teremos o direcionamento deste excedente para o tecido adiposo (região que estoca gordura em nosso organismo). Na prática estaremos engordando. Nesta época do ano quando o efeito climático (frio) nos estimula a consumir mais alimento, facilmente ganhamos reforço na gordura corporal. A preocupação é: como eliminar posteriormente este excesso? Muitos acreditam que exista a pílula mágica, que na prática significa a terceirização das consequências do consumo elevado (ou errado) de alimentos. Terceirização pois o indivíduo atribui ao suplemento (ou medicamento) a responsabilidade de correção do problema. A maioria destes suplementos (ou medicamentos) que propõem auxiliar a queima da gordura, podem Ter seu efeito em dois pontos: 1) nas reservas de gordura – tecido adiposo ou, 2) nos músculos – onde a gordura é “queimada”. 

O primeiro ponto é quanto a liberação de gordura das reservas. Imaginem se o nosso fogão doméstico tivesse uma forma de captar o gás não queimado e devolve-lo para o butijão. É mais ou menos assim que funciona nosso organismo, ou seja toda gordura excedente que não foi queimada retorna para o depósito. Assim não adianta tentar retirar esta gordura do reservatório que o fator limitante é a queima. 

O segundo ponto é a capacidade de “queima” (oxidação muscular) da gordura. Esta queima é determinada pela adaptação do músculo ao esforço. Por exemplo, uma pessoa que faz atividade regularmente, ou seja três vezes por semana. Ela apresenta maior capacidade de “queima” de gordura que uma sedentária. Existem ainda variações de treinamento, porém não iremos discutir neste artigo. Esta capacidade é individual e seria semelhante a potência de um motor. Para exemplificar, vamos supor que você tenha mil litros de combustível e tenha que “queima-los” no menor tempo possível. A sua disposição estão três veículos: uma moto 125 cc, um carro 1.000 cc e um outro carro 4.000 cc. Como a idéia é queima no menor espaço de tempo o mais eficiente para isso é o motor mais potente ou seja o 4.000cc. No mercado existem alguns suplementos denominados “fat burner” que se propõem a elevar a “queima” de gordura com base em uma substância denominada carnitina. Esta por sua vez atua no transporte da gordura para a região onde ela é oxidada nos músculos. Novamente a polêmica, não adianta transportar mais pois a capacidade de “queima” é determinada pelo índice de treinamento dos músculos. Outro ponto importante é que o transporte de gordura para os músculos supera a capacidade de “queima”, ou seja não irá faltar gordura por isso. 

Desta forma fica claro, não existe “bola” mágica como muitos gostariam, existe uma mudança de hábitos tanto nutricionais quanto em relação a atividade física.

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Artigo Autor: Antonio Herbert Lancha Jr. Fonte: bemstar