Professoras dizem que foram vetadas no Estado por obesidade

Afirmação vem de ao menos 5 consideradas ‘inaptas’ em exame médico após concurso para dar aula. Em resposta, governo enfatiza que obesidade é considerada doença pela Organização Mundial de Saúde

Candidatas a um cargo de professor da rede estadual paulista afirmam que foram impedidas de assumir o trabalho por serem obesas.

A Folha recebeu reclamações de cinco docentes de três cidades diferentes da Grande SP, que dizem que seus exames clínicos não tinham alteração e, mesmo assim, foram consideradas “inaptas” pelo Departamento de Perícias Médicas de SP.

As professoras participaram do concurso que selecionou 9.304 docentes para dar aulas a partir deste ano. Elas foram aprovadas em uma prova, participaram de um curso de formação e passaram em uma segunda prova. No começo deste ano, foram submetidas à perícia.

Na semana passada, ouviram dos diretores de escolas onde dariam aula que foram reprovadas no exame. Elas afirmam que ainda não tiveram acesso ao laudo e que não foram informadas oficialmente do motivo da reprovação. Entraram com recurso e com um pedido de vistas do resultado. Duas dizem que ouviram dos médicos, no dia da consulta, que provavelmente não seriam aprovadas pela perícia em razão do peso. Elas têm de 90 kg a 114 kg e duas delas são obesas mórbidas, com IMC (índice de Massa Corporal) acima de 40.

“O endocrinologista disse que eu não passaria porque estou obesa. Mas meus exames de colesterol, diabetes, eletrocardiograma estão todos bons”, afirma Lídia Canuto de Souza, 30, professora de matemática da rede há três anos, como não-efetiva.

“Ouvi do médico que eu estava deformando meu corpo e que teria problemas de saúde no futuro. Não tinha uma alteração nos 15 exames que fiz”, diz Andreia Pereira, 36, professora de artes.

Uma sexta professora obesa, que ainda não sabe se é considerada apta, diz ter ouvido o mesmo do médico.

Entre os casos ouvidos pela Folha há uma professora de inglês que é concursada na rede há 12 anos. No novo concurso, buscava a possibilidade de dar aulas de português. “Foi pura discriminação. Eu nunca peguei licença por causa do peso, nunca tive problema de saúde”, afirma Fátima Fernandes, 41, que diz que já era obesa.

A Secretaria de Gestão Pública, responsável pela perícia, não comentou caso a caso. Disse que “há casos em que a obesidade pode ser considerada doença, segundo os padrões da OMS [Organização Mundial da Saúde]”.

Discriminação

A OAB-SP e advogados ouvidos pela Folha afirmam que a exclusão de um candidato por obesidade é considerada discriminação e fere a Constituição Federal. Endocrinologistas também afirmaram que a obesidade não é fator de inaptidão para a função de professor, nem quando é mórbida.
“Há um preconceito contra o obeso. Isso não é motivo para ele ser excluído da seleção”, diz Mareio Mancine, presidente do departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
Fonte: Comunicação – CONFEF
Publicada em: 11/2/2011 às 15h13m

Autor: NINO SEVERIANO

Graduado em Educação Física Bacharelado e Licenciatura Uni-bh; Pós Graduado em Treinamento Desportivo IBE/FACEL; Especialista em Esportes e Atividades Físicas Inclusiva para Pessoas com Deficiência UFJF; Especialista em Mídia na Educação UFSJ, Palestrante de temas relacionado com Atividade Física, Saúde e Qualidade de vida APLICAÇÃO 100; Programa RWMO Metodologia aplicada à Resultados com Movimentos; Consultor e Assessor Esportivo, Ex-Atleta de Futebol, Preparador Físico e Treinador de Futsal e Futebol; Ex-Supervisor Geral das categorias de base do América Futebol Clube-MG; Inovador dos Métodos de Testes, Medidas e Avaliações personalizadas e coletivas, Ex-Coordenador de Educação Física da Rede Municipal de Educação de Vespasiano-MG; Ex-Coordenador de Esportes da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo de Vespasiano-MG; Ex-Coordenador da Escola de Esportes Lagoa Santa/NSED, Ex-Preparador Físico da Equipe de Futebol Profissional do Minas Boca de Sete Lagoas/MG; Comentarista de futebol convidado Rádio CBN/Globo FM 106.1/AM1150 cbn.com.br/; Ex-Secretário de Cultura e Turismo de Santa Luzia, Minas Gerais; Consultor de Marketing digital e Customer Hero; Diretor presidente da NSEDaplicação100.

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